sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

E o vento levou o ano de dois mil e doze.

O ano de dois mil e doze foi-se como um vento que passa despercebido algumas vezes.
Inúmeras coisas aconteceram. Ruins e boas. Sempre é assim. Todo ano ou o ano todo. Mas já ocorreram anos que só aconteceram coisas boas. Texto para frente, pois a vida precisa seguir.
Enfim estou aqui para falar deste ano que já está encerrando e por incrível que pareça o saldo não é tão negativo. Isso já é um bom sinal. Apesar do pesares. Fico muitíssimo agradecido por estar trabalhando; de voltar a falar com o ex; de ter meu espaço. Este último item deve sinceros agradecimentos a Maria Madalena [inclua também o Anderson, seu esposo] a L.A pela sua atitude indelicada, mas necessária. Nem quero prolongar sobre o assunto aqui. Mas tenho que ressaltar o seu (L.A) impulso contundente me fez seguir o destino acalentado.

Trôpego e sem onde apoiar. Perdido almejando expurgar sentimentos atrozes. Ouvi atentamente os conselhos de amigas; Georgia Pugã Caran; Maria Madalena e Ivna Feitosa [que para minha alegria voltou a residir no Brasil com seu marido Cheque]. Tive momentos de euforia e depressivos. Pensei ter encontrado uma nova paixão e cheguei a conclusão que nem apaixonado eu estava. Assumir a solidão diante das outras pessoas tem um sentido de excluído (por coincidência a maioria dos meus amigos vivem uma relação estável ou aparentam viver. Tem poucos no mesmo estado civil que eu.) problemático (pessoa de difícil convivência). Tenho lá meus defeitos, mas não são tão graves que faça estar sozinho como agora. Talvez a mudança esta impregnada no comportamento da sociedade e assim reflete no indivíduo. As pessoas têm prezado mais pela sua liberdade de estar só. Compartilhar alguns momentos. Ou possa eu estar justificando a minha condição para amenizar essa situação que também me desagrada. Enfim estou bem só; desejando um parceiro (a) com quem possa compartilhar alguns momentos. Casar não é bem minha meta.



Dissertando sobre essa coisa de estar só e o que deseja que o ano terminou.





*Ano que vem postarei sobre os planos de 2013. Podem ter certeza que não ficarei tão atrelado a questão solidão VRS parceiro.


domingo, 9 de dezembro de 2012

"Pé na bunda" [ via virtual]


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Não tardou e nem falhou e aquele que seria um romance promissor foi expurgado. Sinto certo alivio (e frustração também) em saber que não foi adiante. Não me pergunte o porquê desta confusão sentimental. Declaro que não nutri uma paixão imediata e nem estava semeando um amor no futuro. Apenas queria evitar a solidão prolongada. Posso apenas afirmar que no post  “ Não é nada disso. O lance é outro” decretei ali o fim esperado. As situações que aconteceram e a pouca, porém importante experiência de vida evidenciava este destino. A verdade é que um fora; “toco” ou “chega pra lá” ninguém quer receber. Até mesmo minha dentista concordou com isto. E muito menos admitir que fosse jogado para escanteio. Ainda mais quando sua dedicação esta acima de qualquer cobrança, exigência ou desejo (próprio). O bom momento desta efêmera relação amorosa ficará guardado sem grande mérito, pois nada foi tão especial. Possa ser que o primeiro encontro. Depois tudo foi corriqueiro...  Ensinou o quanto eu e ( você meu caro leitor) deve estar atento que a ingenuidade tem limite. E pessoa nenhuma tem o direito de maltratar nossas boas intenções. Seja ela quem for.
"Quem vê cara não vê coração”. Faz total sentido. Pode até ser que o dito cujo tenha algo de bom. Sim ele tem. Não será neste momento de DESCONTENTAMENTO que irei julgá-lo.

*Cansei de ser o APAIXONADO. O idiota romântico que leva flores. Convida para jantar. Tolera seus discursos e conclusões bizarras e opiniões que tu afirmar ser tão precisas. A verdade única. Sobreviveremos somente os primeiros meses se formos sensatos o suficiente para tolerar nossas diferenças.


A modernidade é tanta que hoje em dia é mais fácil terminar com alguém pela rede social.
Estou eu no chat do facebook quando abre-se uma janela ( digamos)  com uma mensagem de : "Oi" eu prontamente respondi e daí o assunto prosseguiu.
Determinado momento ele remete (mais ou menos assim): - “Desculpas se fui grosseiro com você... [quase todas às vezes] Desejo que encontre uma pessoa legal... Você merece. [minha reação diante da tela do computador é incrédulo. Escrevo algo do tipo para com isso. Esquivo me do assunto a qualquer custo, até mesmo com uma boa piada.]
-Por favor, não se masturba com a minha cueca. [A qual esqueci atrás da geladeira dele. Dá última vez que estive na casa do tal] Ele digita - "rsrsrsrsrs". Já me deixa bastante irritado esta comunicação virtual.
. Sem acreditar na situação tomo atitude de esquivar-me da situação. Não admito que ele diga que me rejeita pelo chat de uma rede social. Tenha hombridade, fale isto nos meus olhos. Como das vezes que gozastes de prazer no ato sexual. Repita as mesmas palavras no tom que foi dito o pedido de casamento (prematuro) e namoro nas areias de Ipanema. Numa noite linda de terça feira após uma petit balada no Studio RJ. Com a lua no formato de sorriso; a brisa um pouco gélida que vinha do mar e as pessoas que perambulavam nas areias da praia como testemunha daquela cena. Uma cena romântica, porém altas doses de pieguice. Ri (mesmo adorando, inflando meu ego) pedi que parasse, seu nível alcoólico estava nítido. Talvez tenha sido esta a razão para ele declarar-se. Sendo lúcido respirei profundamente. Der repente veio uma canção da qual gosto muito do Rômulo Froes, “Nada disso é pra você” “Pra começar,/Vai acabar, eu vou dizer/Vai acabar, vai machucar/Vai clarear a cabeça”.
... Dias depois do fora via rede social. Pedi meus pertences de volta. Não queria minha história com ele. Sei que um dia iremos nos reencontrar. Freqüentamos lugares comuns. Agirei de um jeito despretensioso. Sem querer comentar o fato ocorrido ou a justificativa do término da relação. A tendência destes tempos ditos modernos é cada vez mais as relações tornarem-se efêmeras [sem cuidados de compaixão para com o próximo]; rompimentos sem sofrimentos e compromissos defeitos pelo espaço virtual.
Assim caminha a humanidade... Menos sentimento mais apego físico (fornicar).
Em suma volto ao estado civil de solteiro. Sem pressa para ter um novo relacionamento digno. Livre para encontros causais [evitar a paixão ensandecida] e viver.

*Ao fornicar por favor se preservar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Solidão amiga.

Vagando em pensamentos sombrios sem ao certo saber a razão destes pensamentos. Ele suspira para aliviar um sentimento inócuo. Aturdido vasculha na mochila pesada, os objetos indesejáveis; capa de chuva guarda – chuva, casaco, a marmita improvisada num vasilhame de plástico velho, o tablóide do dia com noticias sensacionalista, a garrafa plástica com alguns mililitros de água, o livro (a Bíblia) que mal lê. Um amontoado de prospectos que pega na rua quando lhe é oferecido.
Procura algo que pode consolar sua solidão. Sentado no banco do ônibus que trepida a cada atrito com asfalto danificado. Tem suspenso o pensamento por segundos. Trás de volta a realidade que insiste fugir. Ou evitar. Nada lhe satisfaz a bem da verdade. O emprego lhe causa náuseas, os poucos amigos que lhe resta já não suportam o comportamento instável provocando um isolamento natural. No pequeno cômodo onde dorme e é ocupado com alguns pertences. Lhe sufoca ao ponto deixar sem ar e gerar tremores. Ao recordar tal incômodo sôfrego cerra os punhos.

Ao seu lado uma moça de olhar distante evidencia também sua solidão. Nas poucas expressões que esboça é nítida a solidão. Os olhares de ambos (tanto dele quanto o dela) perdiam-se na diversificada paisagem da natureza rude acompanhada do concreto depredado ao progresso inacabado empoeirado.
Os dois (ele e ela) contidos ao pequeno espaço físico permitido. Algumas pessoas dependuradas pela haste fria do veículo. Corpos exauridos. Ele desviava o olhar e ela permanecia atônita com um olhar fixo ao seu horizonte. O pensamento seguia em direção as preocupações do dia seguinte. Ela mentalmente organiza sua vida aos planos que podem  deixar de existir num piscar de olhos ou no telefonema de quem se espera noticias imprevisíveis. Resgata a lembrança do noivado que mantém por conveniência familiar. Pois o compromisso firmado estabelecido na convenção da família cristã apostólica romana algo que não entusiasma tanto como sua mãe e as outras mulheres da família. 

Sim, acordaria as seis horas da manhã. Levantaria da cama com o corpo ainda vagaroso e daria passos arrastados. Suspirando no preparo do café, ajeitando o lençol da cama com ares de relutância, na verdade desejava desfrutar um pouco mais daquele velho e conhecido colchão (e os lençóis) deitar olhar para o teto enxergar paisagens paradisíacas que costuma ver quando distraidamente folheia as revistas do consultório onde dá expediente diariamente de segunda a sábado. Devaneios são abruptamente rompidos pela freada do transporte coletivo.

- Caramba! Exclama assustada. Outros passageiros grosseiramente dizem palavras esdrúxulas para o motorista. Culpa o condutor que possivelmente freou bruscamente a fim de evitar um acidente Ele balança a cabeça reprova a atitude dos demais. Milésimos foram decisivos para que ambos entre-se-olha-se e a formalidade do cumprimento de: - Oi! Ele ainda arriscou: - É realmente perigoso... Numa dessas que ocorre um acidente... Ela ouviu e não passou de uma afirmação com a cabeça. Quis evitar ao máximo a conversa com ele. Gostaria de evitar qualquer constrangimento pelo fato de ter compromisso; o noivado.
Ele sentado ao canto do assento favorece a sim mesmo encosta sua cabeça na janela. Retrai seu corpo num simulacro do feto. Consternado por ter sido sutilmente repelido. Fecha os olhos intui que a simulação do sono lhe proteja. Ruídos ao seu redor desperta sua membrana das pálpebras superiores saltarem seguidamente obrigando-o abrir os olhos. Expressa descontentamento por estar aprisionado voluntariamente. Necessita ir. Mesmo contra sua vontade. Amanhã será outro dia, contudo a rotina permanece. Morde os lábios com a arcada dentaria superior nos lábios inferiores provoca dor. Sucumbi à dor, crê que alimenta a solidão. A solidão persiste num vácuo, a dor preenche e faz sentido.  Lastima de um homem carente sem ter uma companhia. Um mal do século XXI nos imbróglios da vida. 

O excessivo consumo por bens materiais desnecessário. O isolamento no espaço virtual. A violência gratuita que pouco a pouco é dissipada no meio. Tanta coisa que impulsiona a reclusão e o desenvolvimento da misantropia.  Ela boceja, nota-se o tédio provocado das horas a fio sentada no assento rígido. Cercada por pessoas que nunca vira ou se já viu não são tão interessantes quanto à pessoa ao seu lado transparecendo um incomodo silencioso.

[ O texto continua no próximo post.]

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Nu sou eu. Vestido qualquer um.

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Ano passado (em 2011 quando estava no refúgio voluntário em Salvador) iniciei minha incursão para escrever meu primeiro livro. Não sei muito bem onde o livro estará classificado nos rótulos da literatura. E muito menos se será lido pelo grande público.  Talvez alguns amigos possam ler para formalidade da amizade. Eu prefiro acreditar que será um bom livro no momento que inicio minha carreira literária.

E foi pensando nisso. Na carreira literária que esboço [rascunho íntimo da minha vida...] no blog VALEUMVIDAEGO. Os traços, ou melhor, as palavras e que são uma das características que irei desenvolver ao longo dos livros que irei lançar. Pesquisei ao meu modo autores que tenho certa identificação. Neste processo devo agradecer a GEORGIA PUGÃ CARAN  (a melhor amiga de todos os tempos) apresentou livros que influenciam hoje no meu estilo... Trópico de câncer, Contos hediondos, na estrada, Sangue Frio, Morangos Mofados, O corno de si mesmo; Misto quente... MICHEL ANDRE PERRIN (um amigo que sempre me presenteia com livros que acrescenta na minha jornada) Fragmento do discurso amoroso; Os cães ladram e a caravana passa; Como viver; Em busca do tempo perdido; Palimpsest e outros.

Volta e meia estou diante de Morangos Mofados de Caio Fernando de Abreu. E lá estou eu como escritor. A identificação é tanta que penso estar plagiando qualquer um dos seus contos. O que não é verdade. Antes mesmo de ler os seus contos e já vinha escrevendo. Como comprovar? Não sei. Mas é a mais pura verdade.
Estou tão imbuído que parei de escrever um pouco o livro. Para quando for retomar, quero ter outra “pegada”. Uma abordagem diferente da que iniciei. Evitar o estilo Caio Fernando de Abreu de escrever. Ter minha própria linguagem. Sei que até adquirir este patamar irá ser um processo árduo. Nada na vida é fácil.

Aqui estou escrevendo. Para quem exatamente? E por quê? A priori posso lhes dizer que escrevo para manter me vivo.[ Meus dedos batem nas teclas do computador ansioso a espera que surjam palavras letras sílabas uma frase quiçá. Tem ânsia de escrever. Pulsando acredito que posso contribuir para este mundo cruel e caótico. Não vou disfarçar minha insatisfação, contudo sou uma pessoa que quer fazer e acontecer. Tenho para mim que através das palavras eu dou sentido aos meus sentimentos...]  Só assim existo. Respiro pelas teclas do computador, como pelas palavras que vem em minha mente até formar uma frase. Ando com os pensamentos incessantes. E choro a cada “queda” brutal dos meus lapsos. Da minha solidão e carência. E urgência de viver.[ A minha vida louca e intensa. Risos estridulosos. A cada sofrimento que invento ou cada situação lastimável que estou vivendo. Torna - se uma válvula de escape. Alivio meus temores e tormentos. Dissipo a merda da culpa cristã que injetam em nossas mentes e nos perturba (... até o dia da libertação. O dia em que qualquer coisa que for dita considerará (um sinal corporal com os ombros) TANTO FAZ.]... Aqui estou [escrevo ao que vem a minha mente, o que passa no meu corpo...]

Nomes possíveis para o meu primeiro livro:
Menino colete.
Conto 3.
Meu drama.com.
Lá eu fui e aqui sou.
Nu sou eu vestido qualquer um.

sábado, 10 de novembro de 2012

Sem querer

- Não é assim que age numa situação desses... Eu sei, mas como agir quando a vida lhe coloca nessa situação?
Nunca fui uma pessoa de incertezas em relação à vida amorosa. Até porque eu era um PESSOA sem muitas inclinações para paqueras e flertes.
Lembro de uma vez que me encontrei nesta dúvida. Mas nada como ouvir aquela voz chamada intuição. E assim foi durante muitos anos.
Coleção de romances (namoros ou algo parecido) também não foi meu forte. Enquanto inúmeros coleguinhas, amiguinhos e conhecidos viviam intensas relações de namoro. Contentava-me nas paixões platônicas. Essas (paixões platônicas) eram meus deleites. Sofri chorei e até me casei com uma dessas paixões. E se bobear posso ter uma recaída dessas. Não faz tanto tempo estava desenvolvendo uma paixonite. Por alguém que no primeiro momento pareceu me muito atraente pela genuinidade e inteligência sensível. Era o tal par perfeito.Porém não foi adiante por minha própria loucura sentimental. Seria um impasse sem solução.


"...Tá passando na cabecinha de alguns aqui como seria bom uma suruba agora..."

Tem figuras (pessoas) que se eu reencontrar terei imenso prazer (coloca prazer nisso) em declarar que fui intensamente apaixonado.  Cultivei momentos maravilhosos (de nós, eu e a pessoa) juntos. Ensaiei discursos de apaixonado; brigas (com retratação logo em seguida) e todas as fantasias sexuais possíveis.
Muitas dessas paixões tornaram se amigos (a) para esclarecimento geral da nação a maioria. Sinto uma felicidade sem descrição para afirmação do laço fraternal. Outras paixões que foram concretizadas em alguma situação, do tipo um beijo, um carinho ou uma transa fugaz. As concretizações das paixões platônicas reverberam com brilho majestoso do sol depois de dias tão frios. É bom. Sacia o desejo.

Da minha infância até a fase adulta (em que me encontro neste momento) tenho brutalmente um despertar desses. Impossível de controlar. Vem como o vento e esvaíra sem precedentes.Sem querer. Um olhar um gesto  me apaixono. Já disseram que é uma carência aguda. Outras julgam de maneira rude é afirmam ser uma viadagem promíscuo ... Antes de prosseguir um adendo  [ A paixão platônica não se envolve com outro sexualmente] . Tem o discurso que um queridíssimo mestre de artes cênicas faziam quando captava energias errôneas no momento oportuno de repassar sua avaliação. Dizia ele : " - Tem gente que acha que essa coisa de ator... (ajeitava o cabelo) Que artista precisa comer o mundo... Todo o mundo... ( gesticula excessivamente) E assim vai... Depois quando carrega a fama de piranha vadia viado (tosse) É é assim sim e nem adianta querer me enganar... Tá passando na cabecinha de alguns aqui como seria bom uma suruba agora.... (gargalhada estridente) "
Não concordo mas também não discordo. Vale o ego? Então vamos lá...

* Este post não poderá ser concluido pois ainda tenho muitos anos de vida ... E compartilhar opiniões mas só de poder iniciar este desabafo é um alívio. Ufa!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

INDO & VINDO

Era um dia nublado uma tarde cinzenta e fria do mês de JUNHO DE MIL NOVECENTOS E OITENTA E QUATRO o dia em si não me recordo bem, porém é uma data que marcou minha vida e de outras pessoas. Começa aí o post comentado superficialmente no post  BEM ME QUER MAL ME QUER ... EU QUERO.

Minha mãe sentenciou neste momento um dos maiores traumas que carrego comigo. Um pouco difícil de explicar... [os dedos ficam enrijecidos diante das teclas do computador, cria-se uma bolsa de lágrimas nas pálpebras inferiores a garganta tem um tipo de pigarro insistente a sensação é tão ruim que causa conseqüências graves... Afeta tanto meu ser que posso encerrar este post agora mesmo como uma sessão lacaniana.

Fique cientes, isto é doloroso, mas acho necessário. Faz parte de um processo de amadurecimento e entendimento de si próprio. Auto-analise. Já que exponho aqui minha vida como um diário, expor este trauma não é como me exibir na rede social com imagens de: - TÔ FELIZ PRA CARALHO. curti?! Ou: - QUE MERDA DE VIDA, compartilha?! 
Arrepiado ou será uma emoção contida com o fato de revelar uma historia que molesta meus sentimentos. Prometo não esmorecer...


Frio cinza e uma criança sem saber o que lhe iria acontecer. Uma jovem aos prantos segurando algumas sacolas plásticas com roupas de criança, de mãos dadas com aquela criança de olhar perdida. Os dois desamparados. Cada passo dado a jovem mãe dilacerava seu coração e a criança acumulava uma angustia sem saber muito bem o motivo. O silêncio acompanhava aos dois, nada deveria ser dito naquele momento em que os dois caminhavam. Assim que chegaram ao local que seria o destino daquela criança. A noite já chegara. Duas mulheres na cozinha e uma senhora idosa sentada na varanda numa cadeira de ferro cujos detalhes com folhas e rosas impressionaram a criança ao ponto de fazê-la brincar nestes detalhes. A criança distraída a mãe poderia conversar tranquilamente com as duas mulheres que sorriam no olhar e no semblante.

Nítida a satisfação delas em ter um bendito fruto entre eles. Pois ainda viria o homem da casa. Tudo iria mudar. Dos úteros secos dos ventres daquelas mulheres eis que surge a benção. O “pequeno príncipe preto” daria alegrias e tristezas  daquelas mulheres. Iria preencher algo que eles desejavam. Um filho. Mesmo não tendo vínculo sanguíneo. O amor incondicional superaria qualquer obstáculo.



A jovem MÃE aos prantos. Os soluços logo tornariam se gritos abafados de arrependimentos e o abraço dado ao filho que ela tanto amara seria ocasionais.
Choro grito e INCONFORMADO a criança permaneceu assim durante algumas semanas.
Com tempo e assim faz valer para situações como esta a criança já não sentia tanta falta de sua mãe. Brinquedo roupa e os amiguinhos (e amáveis vizinhos) da bucólica rua estariam ali para suprir por algumas horas a imensa saudade que ele sentiria após todos os anos. E até hoje senti.



Os anos passaram se, porém aquela criança que hoje é um homem adulto continua com essas imagens na sua lembrança. Indo e vindo como as ondas do mar. Na tentativa extirpar o trauma transformá-lo num ato de amor que a jovem mãe realizou. Disto ele tem consciência. Graças a esta atitude ele hoje escreve a vocês leitores. Superar traumas como estes e outros de proporções ou dimensões maiores é um fato que devemos ter sensibilidade e respeitar. A dor de cada um compete somente aquele ser humano. O perdão tem que ser uma prática diária e exaustiva. É um passo para nossa evolução no mundo espiritual. Aonde todos nós iremos nos encontrar um dia quiçá.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

TRISTE


 De repente vem ao pensamento "TRISTE É VIVER NA SOLIDÃO..." [trecho da canção do compositor cantor (saudoso) Tom Jobim; uma versão interpretada brilhantemente por Elis Regina]... Vulnerável e uma dosagem fora do comum de carência quase fizeram eu desabar no fluxo intenso dos transeuntes da principal avenida do centro comercial (Avenida Rio Branco) do Rio de Janeiro. Em seqüência recordei de "TRISTEZA NÃO TEM FIM... FELICIDADE SIM..." Daí foi um passo para refletir este sentimento genuíno e atroz. Hoje ando pelas ruas da cidade a cantar e dançar. Pessoas ao meu redor devem pensar que estou louco. Engano seu. Distraio a tristeza.
Dou a cara tapa para uma súbita e necessária felicidade pára não chorar mais.
Sim, vou chorar de alegria. Tristeza tem fim sim e agora esta decretada que não existe mais infelicidade alheia e nem a minha também. Somos felizes a todo instante.
MENTIRA!

Não deixarei minha tristeza na gaveta. É louco, afirmar essa patologia. Mas gosto de estar triste em alguns momentos da vida. Ajuda no processo criativo de escrever por exemplo. Retorno para um mundo de lembranças (viagens, experiências da vida e o remoto passado) lugares que reinvento onde posso esconder-me. Chorar de soluçar. Rir de o abdômen doer. E o silêncio primordial (para outras pessoas é motivo de tristeza, estado de depressão) para o meu encontro (comigo mesmo), despejo e estruturo uma idéia para uma historia qualquer. A bílis negra, melancolia e inclua também a nostalgia para complementar o processo. É um retiro. Isolado recolhido.  Nessas horas de inspiração criatividade conecto com a tristeza que habita em mim.

Fato é que a canção “EMOÇÕES” do (cantor) rei Roberto Carlos; no trecho que diz: "Se chorei ou se sorri o importante que emoções eu vivi..." E continuarei a viver. Cada ano que passa em minha vida pode considerar um capitulo de um livro. Um capítulo com algumas trezentos e poucas páginas. Não chega a trezentos e sessenta e cinco de pura emoção, pois os trezentos DIAS do ano a intensidade variam muito. Os fatos egóicos ocorridos são de altos e baixos. Normal. Admito as oscilações de humor. BIPOLARIDADE, talvez. Diagnostico temperamental.

Durante um ano praticamente de solidão aconteceu algumas eventualidades. Tropeços (causaram sucessivas crises de depressão) incluam também decepções e outros ingredientes que ajudam a sua tristeza elevar se.
Dias atrás estava vivendo horas e mais horas sem tristeza. Chegava incomodar a felicidade plena que reinava na minha pessoa. Era questionado se teria ganhado na mega sena, se estava drogado ou amando. A alegria de viver precisa de justificativas como tudo na vida. Sinceridade faz bem e o bem eu quero disseminar. Estou naqueles períodos férteis de entusiasmo. Otimismo e inclua também uma leve e suave inclinação para o romance.

Permiti ansiei um novo amor. Mas não depende somente da minha pessoa para concretizar essa convenção. É uma justificativa para tamanha alegria. Para por aí. Outros momentos de felicidade alegria e euforia não tinham motivos especiais apenas acordei  sorri cantei e dancei.
Acho eu que o iPod (armazenamento de músicas e conteúdos digitais) influenciam nesta abrupta felicidade. Porém o post tem como foco o motivo TRISTEZA. E falar da minha tristeza agrega outros assuntos. Agora mesmo ao digitar venho à lembrança da tristeza que me consome ( fazem alguns anos) da ausência de minha querida e amada mãe MAIZA RODRIGUES DE OLIVEIRA. E outros desencarnados. Parece que uma recordação atrai outra recordação e assim vai desencadeando um processo angustiante  dor invisíveis que podem causar um mal terrível. Daí a tristeza instaura-se em você. E a única maneira de livrar se da tristeza é dar uma gargalhada, cantar e entregar na mão de Deus. Sou a pessoa que não entrego na mão de Deus, nesta situação. Fica nas minhas próprias mãos. Confesso entrego-me a tristeza. Choro se possível (e se as lágrimas estiverem à tona), tomo um porre (alcoólico) de deixar com ressaca brutal. Meu pensamento vagueia minha expressão física facial e nítida de que estou triste.
Existe um sentido para o ser humano. São os sentimentos e a tristeza faz parte dessa convenção. Tenho que permitir a tristeza entrar no imbróglio da vida. Contudo ater-se na tristeza é o que não posso aceitar. De vez quando ficarei triste. Derramarei lágrimas, silenciarei o canto e paralisarei meu corpo (para dançar). Logo depois dessa nuvem cinza pesada passar a tristeza tem fim.

sábado, 13 de outubro de 2012

Supér. Trinta e um anos de vida.

Somente  agora (passado  alguns dias) consigo iniciar o texto para o post do meu blog memória. Mudou?-Mudei. Nem tanto assim; mas abandonei o título de blog desabafo. Por hora fico com o blog memória. Por que? - Alguns desses textos (do blog)  irão integrar ao meu livro de memórias e afins. Espero um dia publica -lo.
Toda espectativa em torno da data trinta e um de julho (dia do meu nascimento) com a minha atual idade trinta e um anos. Gerou uma ansiedade maior dá que eu já possuo. Pensava ser algo místico; cabalístico. Resumo : - Foi frustante! [vou poupa los dos detalhes desta frustação] Porém interessante. Posso dizer lhes que fui feliz. Contraditório? Talvez. Então vamos aos fatos.
É surpreendente afirmar tal estado emocional. Para ser mais claro ou exemplificando este momento. Adotei o refrão célebre do poeta carioca; interprete e compositor CAZUZA. "Pro dia nascer feliz/ Essa é a vida que eu quis/ O mundo inteiro acordar e a gente durmir".
Sem ilustrações literárias exageradas. Simplesmente assistir a alvorada da cidade mais encantadora do mundo. Esqueçam (por alguns minutos) caos da metrópole; subverter o negativo, tenhamos uma visão positiva. O Rio de Janeiro é lindo...  "Continua lindo."
Após completar trinta e um anos; o dia seguinte foi algo supér. Reviver os bons tempos que MAIZA RODRIGUES DE OLIVEIRA (minha falecida mãe) me levava para passear do outro lado da Baía de Guanabara; Niteroí. Hoje no dia primeiro de agosto voltei a ser criança. Por um momento sequer.
Agora ( digamos que estou no processo de amadurecimento). Gostaria de permanecer com a essencia pueril.
Tenho saudades da minha mãe. Vivencio o que ela passou anos atrás. Fico mal mas vou lutando e tento de algum jeito reverter essa historia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nada disso. O lance é outro.

Não me pega! – ele fala com ênfase. Mas como assim? – respondo inocentemente. - Temos tão pouco tempo para estarmos juntos e você diz para NÃO encostar-se a você? Sinceramente eu não entendo. Você não assume nossa relação cobra uma postura de mim... Sou assim não irei mudar para agradar você. Já estou deixando de fazer muita coisa para agradar você. SUPORTAREMOS nossos gênios? Talvez. Porém alguém precisa ceder.
Quando vi você. Seu sorriso, seu jeitinho meigo. De aparência tranqüila, relaxado, estilo zen... É somente estilo e nada mais. Tu não és nada disso que aparenta ser. Esta faceta é meramente fachada. Veste uma pele, mas tua vestimenta original é outra. Esta certo ninguém é tão sincero ao ponto de revelar-se logo de primeira. Digo por eu mesmo. Revelo aos poucos para não criar um caos. Não espantar.
Pergunto se você quer namorar comigo e você nada diz. Quando estou ao seu lado sinto uma boa energia e tudo mais se torna único. Então porque criar este clima de casualidade e flerte sem compromisso. Cansei de ser o APAIXONADO. O idiota romântico que leva flores. Convida para jantar. Tolera seus discursos e conclusões bizarras e opiniões que tu afirmar ser tão precisas. A verdade única. Sobreviveremos somente os primeiros meses se formos sensatos o suficiente para tolerar nossas diferenças. Embarcar numa outra historia (relacionamento amoroso) cometendo os mesmo erros da relação anterior não é saudável para ninguém.Discursar que agora tudo mudou e vai ser diferente, é muito clichê. Prefiro ir como a brisa. Suave leve.
-Você é louco! – repete esta frase a todo o momento para minha pessoa. Cala sua boca garoto! – Pêra lá meu pai você não é e muito menos tem autonomia para isto. – PORRA! Agora quem disse foi eu. Cara! Repele meu carinho. Tenho que ficar como uma múmia ou um bicho exótico empalhado no canto da casa como se nada dentro de mim estivesse acontecendo. Liberta-se. Acusas-me de ser carente demais. E sua frieza ultrapassa o bom senso para um homem que se mostra em busca do equilíbrio.


Sai dessa e abre seu coração para outra pessoa


Mordo a língua. Alguma coisa dói pelo menos. Uma dor física, nada de abstrato.
Seu desprezo gera em mim um impulso para libertinagem, o vazio das noites de boêmia, as tentações de um ambiente devasso. Aniquilo esta ideia. Optei por uma relação duradoura. Este é meu desejo.
Sexo é bom? Mas não é isso que irá fortalecer nossa relação. Gosto mais de conversar do que ter relações sexuais. Lógico que ter relações sexuais é ótimo. Ainda mais quando é uma pessoa que tenho afinidade. Esse papo de que é melhor ter relações sexuais com amigo do que seu inimigo. É covardia para não assumir o romance. Quero sim ser seu amigo. Ser seu amante. Seu namorado. Seu parceiro fiel. Ser seu.
Bendita coragem tenho de assumir isto aqui para que todos possam ler. E evitar cometer os impulsos que tenho. O quanto é difícil iniciar uma relação. Bato na mesma tecla. Do post anterior. BEM ME QUER MAL ME QUER... EU QUERO. A rejeição. Bem... Caso se eu ceder por demais sofrerei muito futuramente. Diagnóstico esta crise histérica pelo fato de que foi em vão deter um compromisso com ele.
Bom; como dizem os jovens e os mais experientes em relacionamentos amorosos. - Cai fora! Que paixão e namoro são como ônibus passa um vem logo outro atrás. Então não fica nessa. Sai dessa e abre seu coração para outra pessoa.
Estático. Meus olhos perdido, sento na cadeira e ouço uma canção de Edith Piaf... Lá no fundo a canção vai tomando dimensão e acelerando as batidas do meu frágil coração.
Sei irei sobreviver. Amargarei mais um longo tempo numa fossa inútil. Pra que sofrer?
A canção com a voz da Edith Piaf o pranto que seria derramado, a ira no momento de explodir em gritos (xingamentos e ofensas deploráveis) cessam. Respiro aliviado.

"Bem me quer mal me quer ... Eu quero"

Perdi? Ou ganhei? Não sei. Confuso, agi sem medir as conseqüências.. Não respeitei o tempo.
Uma atitude imatura. Tamanha carência eclodiu sentimentos destrutivos (de posse imediata). Atrelado há insegurança por falta de experiência em relacionamentos amorosos. Vi-me mais uma vez só. Pego pelo próprio veneno.  Afobado. Desejando que o vazio deixado pelo outro seja ocupado urgentemente. [... A vaga na rua para um automóvel ocupar, e o manobrista, vamos combinar o flanelinha  agitado sem notar os detalhes do veículo, tenta em vão ocupar a vaga.] "Sinto muito mas"... "Só lamento". Tipos de coisa que irei ouvir se continuar nessa busca desenfreada pelo parceiro sentimental.
Respiro aliviado depois de uma separação ruidosa, de idas e vindas com a mesma pessoa que creio eu ser o “amor eterno amor". Porém... Confiante de querer amar novamente reaviva sentimentos que por hora estaria sepultado. Crer que o amor o meu único AMOR será aquele do passado, é trair meu discurso (e convicções, acredito eu) e minha vontade.

Talvez o desprezo dele alimente minha vontade de estar com ele.



Viver um relacionamento amoroso como todas as outras pessoas de bem.Almejo. Exigindo de si e do próximo uma relação com tenacidade. Afirmar que um ano de solterice foi importante para cair na esbórnia e aproveitar as tentações da “carne”, do sexo superficial. Honrar o membro peniano com orgulho de um atleta que ganhou a medalha de prata. Por que não de ouro? Menos. O segundo lugar não é tão ruim assim como dizem por aí. Não chega ser auto depreciativo.
Romper o medo, a entrega de sentimentos (...) para outra pessoa (eu) pode parecer normal. Porém nos dias de hoje é algo arriscado. Esse tempo ao tempo, que as pessoas falam o tempo todo. É tempo demais... -Mas pelo amor!. Já dei muito tempo para mim mesmo. O ego grita [EU e eu somente eu, afinal este blog é o narcisismo absoluto]. Esperar o tempo de outra pessoa implica mais tempo para mim isto me aflige. Querer demais o outro é um erro? Pode ser, se o outro não estiver afim. Serás repelido com sutileza. - "Olha cara! Não é nada com você mas sabe como é que é?! Terminei um relacionamento faz pouco tempo e ... Cê sabe né? ( - Não sei não!) ... Eu quero alguém mas..." Nem precisa terminar o monologo tolo do "NÃO QUERO VOCÊ!"

- Não entendo? Faço-me esta pergunta constantemente. - Ele gosta de mim, eu gosto dele por que ele ainda age como se nada estivesse acontecendo? Como uma pessoa que gosta da outra cria (inicia) uma relação estruturada na desconfiança sem antes mesmo conhecer? Com testes. Jogos de avaliação de relacionamento. Gente! Uma coisa é ficar na espreita para ver o caráter e a conduta de uma pessoa OUTRA coisa são estes jogos de fidelidade.  Por que não assumir para os outros que estamos vivendo algo? Namoro não é. É o que então que estamos fazendo?


É somente sexo e nada mais. Se liga! Sem essas convenções de uma relação estável. O tempo é outro. Tu que és considerado como um homem moderno deveria estar esperto na situação.
- Ah! O famoso ficar. Hei! É a pegação. Pulei essas etapas. No meu casamento. Quis firmar a relação. E deu no que deu. Tive encontros fortuitos. Depois uma fase de sexo sem compromisso, mas a lealdade estava de alguma forma (oculta) inserida na relação. Logo em seguida a relação fortuita concretizou-se com o casamento. Aprendi na marra como é uma vida à dois nem sei ao certo se aprendi mesmo.Foi doloroso. Fiquei perdido. Sofria calado. Ansiava uma relação sólida de um casal harmonioso. Discursava a liberdade e cuspia nas relações “caretas”. E hoje é tudo que eu desejo um parceiro.

Talvez o desprezo dele alimente minha vontade de estar com ele. Coisa de louco, né? A patologia do ser é algo complexo. Soa estranho que a rejeição aguça o desejo de ficar com ele? Sofrer por antecipação sem ao menos ter motivos reais (concretos) para lamuria.  Isso deve ter uma explicação na psicanálise. Num outro post posso comentar a origem desta patologia "REJEIÇÃO".
Como assim? Se gostar então não coloque empecilho. Abandone os fantasmas das relações anteriores de uma oportunidade de construir uma relação sem vícios. Fique o máximo tempo que puder ao lado da pessoa que você ame ou esteja apaixonado. Isso se a pessoa lhe quiser ao lado dela (no meu caso acho que isso não convém muito). Ame. Fomos feitos para amar (porém fique atento para este amor não virar ódio, sabe que são sentimentos que andam lado a lado.). Este post vai terminando assim sem muito... Estou sentido. Orgulho? É pode ser. Ninguém quer levar um "NÃO QUERO VOCÊ!" quando você QUER.

sábado, 6 de outubro de 2012

"Ele me deu um beijo na boca".

O expediente encerrado.A euforia é nítida no seu semblante. O presságio está presente na dinâmica do jovem, bem-apessoado. Sapatos de cano curto; bico fino; a cor marrom, jeans preto (a tonalidade do jeans é esbranquiçada uma lavagem) dando um tom desbotado (moderno), t-shirt preta mantém o caráter das vestimentas; sério e neutro. Algo que poderia comprometer o harmônico visual do jovem seria seu assessório (uma sacola com as cores da bandeira francesa estilizada nos moldes da bandeira brasileira e a logo da torre Eiffel). Porém sua atitude impõe uma personalidade forte, sem torna-lo extravagante. Resplandecendo o sorriso para todos os outros passantes no corredor da empresa. O jovem tinha dentro dele inquietude. Poderia ser o tempo? Talvez. Ele (o jovem ) não tinha certeza de nada. Nem outro homem com quem iria encontrar em instantes tinham certeza de algo. Os dois estariam sujeitos ao acaso do destino. Assim dito nos romances. Romances que nos fazem emocionar a cada página lida. O jovem na companhia de outro amigo, observara os transeuntes detalhadamente. A tarde nublada. O sol escondido atrás das nuvens. Vestia paletó e aparentemente seus trajes complementares eram sofisticados para o dia. A ansiedade preenchia o seu estado emocional. Na tentativa de ocupar sua solidão, cogitou um amigo para irem ao cinema e foi em vão. Suspirou o quanto pôde. Quando de repente um homem passou sorrindo e com o olhar fixo ao dele surgiu um clima de romance.
O jovem hesitou porém o homem continuou a sua espera. Disfarçou pegando um aparelho telefônico, a espera do outro (o jovem) aproximar. Ambos desejavam inconscientemente este encontro.
O rapaz bem vestido, recordou-se de quando esteve em Istambul. A cidade para ele tem um clima de melancolia. Logo logo voltou a realidade, deparando se com aquele outro homem a sua espera. Como aproximar-se? O que dizer? O quererás dele? O que ele quer de você (o jovem)?
A postura ereta assumia muito bem seus trajes e seu desejo. Lá estavam os dois cara a cara, com risos sem jeito, olhares tímidos e a voz tremula sem muita afirmação.

"Ele me deu um beijo na boca".
Uma conversa sem muito nexo, algumas identificações quando a conversa abrangia cultura. E risos mais confiantes. Tanto um quanto outro não queriam despedires. Outros assuntos tomaram conta do encontro e foram caminhando lado a lado. Jantaram, um menu simples; yakissoba vegetariano. Já que o homem revelou que seus hábitos alimentares eram saudáveis e não ingeria carne de "forma alguma" . Após a refeição o pedido seguinte seria o tradicional café. O homem pediu dois cafezinhos, o jovem recusou alegando que a substância cafeína impediria-o de dormir. Porém o jovem atrevido lhe pediu um beijo na boca. O desejo de apurar seu paladar como a canção de Caetano Veloso, "ele me deu um beijo na boca". Sem jeito o homem aceitou pouco acreditou no pedido. Indeciso sorriu. A funcionária do modesto local ouviu o pedido atrevido do jovem, descrente de que fosse consumado. "- E aí, tô esperando o beijo com aroma de café!" enfático permissivo desafiador lançava o jovem ao homem prudente.
O jovem polido e outro homem sentaram se ao banco de uma praça. Dialogaram mais um pouco. Até o homem convidar o jovem polido para continuarem aquela noite juntos. A postura tênue do homem ao fazer o convite de terem uma noite agradável, inseria música de boa qualidade; bom vinho cabernet sauvignon e alguns crossant. Serviriam para o café da manhã.
"-Fica a vontade..." Ou -" Sua casa é realmente uma graça". As boas maneiras de pessoas civilizadas e boa educação. As aparências do primeiro encontro. Quando tudo é motivo para um julgamento latente.
A sensatez do toque entre eles. Lábios e línguas pouco a pouco vão aderindo, a voz embarga sendo substituída por uma respiração ofegante e intensa. Elogios sinceros seguidos de palavras dóceis a tradução de um sentimento genuíno ou ilusão do jovem carente e o homem solitário? Sem resposta para o fato consumado. O gozo delimita o prazer? Talvez. Porém o jovem mantém um olhar permissivo. Esperançoso da relação prosseguir. Suspirou o quanto pôde. Lá estavam os dois na cama lado a lado acariciando um ao outro. Ambos desejavam inconscientemente este encontro.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

PÉS NO CHÃO

"O sol voltará brilhar mais uma vez"
O título do post de retorno faz parte de uma frase da canção dos Los Hermanos, se eu não estiver enganado a música é CONDICIONAL.(significado vide o dicionário) condicional
[Do lat. conditionale.] Adjetivo de dois gêneros. 1. Dependente de condição. 2. Que envolve condição. 3. Que exprime circunstância de condição.
4. E. Ling. Que indica ser a verdade de uma proposição dependente da verdade de outra:
. Sinto uma forte identificação com a letra da canção. Mas vamos deixar este blá blá blá à parte e seguir com o que eu realmente desejo expressar. Após um ano sem postar (mais ou menos um ano, onze meses na verdade) voltei a postar. Num súbito ou um click (como preferir) a luz no fim do túnel (dito por algumas pessoas) e o acesso a internet gratuito (digamos assim) revi a chance do desabafo virtual voltar átona.
EU VIVIA PRESO... EU SEI É, UM DOCE TE AMAR... O AMARGO É QUERER -TE PRA MIM...” Fui (a fuga anunciada) para cidade de Salvador e voltei (o retorno esperado) para o Rio de Janeiro e muita coisa aconteceu. Meu casamento findou."QUIS NUNCA TE PERDER... TANTO QUE DEMAIS... VIA EM TUDO O CÉU... FIZ DE TUDO O CAIS... DEI-TE PRA ANCORAR.." Acho eu que desta vez não tem mais jeito. Ufa! Este sim faz um ano. Solteiro. Livre leve e solto como os solteiros se consideram. Porém preso no passado remoto. Entre altos e (muitos) baixos arrisco um ensaio da felicidade. Ainda que reste um pouco de sentimento pelo outro é necessário viver permitir-se a pseudo felicidade e a troca de energia com um corpo estranho. Se a entrega será verdadeira ou simplesmente para satisfazer suas necessidades fisiológicas, isso só você saberá no seu âmago. "DOCES DELETÉRIOS UUNH" ...Lamentei e continuo neste drama do – Ó coitadinho de mim! Porém tem dias (e ocasiões) que rasgo está máscara do pequeno príncipe preto rejeitado (título dado por minha melhor amiga de todos os tempos; Georgia Caran) como quem recebe a bênção da libertação. Intenso.  Logo depois o fatídico estado de depressão.
A minha condição pode ser razoável ou ruim, depende do ponto de vista. Na verdade poderia estar pior porém prefiro manter as coisas num patamar de estabilidade favorável as mudanças positivas."OS DIAS QUE EU ME VEJO SÓ... " Todos os dias desde do ano passado. Serei franco com os meus leitores (são tantos). Desde dos dezessete anos detectei essa solidão excessiva. Sem contrariar os padrões da boa conduta e da sanidade mental perante a sociedade fui encaminhado para uma terapeuta (Claudia). Admito que era justamente isto que eu desejava. Ajuda de um profissional ou um estranho com tamanha lucidez. Atualmente preciso quero um psicanalista para orientar os meus devaneios e tormentos. Dias de solidão amontoado, tem causado sensações de fuga, suicídio e choro compulsivo.   "SÃO DIAS QUE EU ME ENCONTRO MAIS... E MESMO ASSIM EU SEI TÃO BEM EXISTE ALGUÉM PRA ME LIBERTAR". Já não afirmo com tanta precisão se existe "alguém para me libertar" somente eu me libertarei. "QUE  HOJE EU ENTENDI SONHO NÃO SE DÁ" Sonho ou você realiza ( por sua própria vontade e determinação)  ou espera o (apresentador boa-pinta) Luciano Huck, quem sabe o (carismático comunicador) Celso Portiolli. Ah! Tem também o ( meigo interlocutor) Gugu Liberato. Alguns desses programas de auditório da televisão brasileira que realiza sonhos palpáveis dos não abastados. A salvação ("graças a Deus!") para realizar algo que eles jamais poderiam concretizar. Somente a graça divina do marketing capitalista os ditadores do consumo. A felicidade nos tempos de hoje (coloque alguns anos antes ) esta atrelada ao consumo banal. Posso estar equivocado, não sou o dono da verdade. E longe de mim este status. No blog emito uma opinião somente... Os "programas de auditório" expõem os ditos "sonhadores" sua vulnerabilidade e estes por pouco não caem no ridículo, por exibir suas fraquezas. A vantagem esta  no espetáculo que é gerado por essa exibição.     "TANTO EU ABRI MÃO... QUE HOJE EU ENTENDI..." que sonho e amor são coisas distintas. "ABRI MÃO" de alguns sonhos (projetos profissionais) sigo confiante que o futuro reserva algo muito bom. " EU ENTENDI"... que o amor também irá surgir. Sem essa ansiedade absurda. " DO QUE EU PRECISO É LEMBRAR, ME VER..." a minha "condicional" esta prestes a mudar radicalmente."O QUE EU QUERIA, O QUE EU FAZIA, O QUE MAIS?" já era, foi-se, sempre mais ... mais confiança mais credibilidade mais criatividade e mais força de vontade."EM TODO LUGAR... LIA CADA OLHAR" a dita esperança. A vida pode ser um livro, um roteiro de um filme, uma canção sendo aperfeiçoada.





Quis nunca te perder
tanto que demais
via em tudo céu
fiz de tudo cais
dei-te pra ancorar
doces deletérios

e quis ter os pés no chão
tanto eu abri mão
que hoje eu entendi
sonho não se dá
é botão de flor
o sabor de fel
é de cortar

eu sei é um doce te amar
o amargo é querer-te pra mim
do que eu preciso é lembrar, me ver
antes de te ter e de ser teu, muito bem

quis nunca te ganhar
tanto que forjei
asas nos teus pés
ondas pra levar
deixo desvendar
todos os mistérios

sei tanto te soltei
que você me quis
em todo o lugar
lia em cada olhar
quanta intenção
eu vivia preso

eu sei é um doce te amar
o amargo é querer-te pra mim
do que eu preciso é lembrar, me ver
antes de te ter e de ser teu
o que eu queria o que eu fazia o que mais?
e alguma coisa a gente tem que amar
mas o que não sei mais

os dias que eu me vejo só
são dias que eu me encontro mais
e mesmo assim eu sei também
existe alguém pra me libertar

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

TIADONADEIRACEMA ou Simplesmente IRACEMA.

Iracema; Ira ou Cema; tiadonadiIracema. Tia Iracema.
Anos a fio da agulha e ao motor da máquina de costura. Honesta e sensível dedicou a vida cuidando dos outros. Criou um filho que não gerou  mas gerou um lado mais bonito de um ser ... O amor. Apostou  e acreditou na sorte de enriquecer. Dizia quem ajudaria e pouco se salvava mas de todo bom coração, IRACEMA é dá AMERICA.
São nestes momentos em que me vejo de sentimentos passivos e dolorosos que ponho a escrever. Antes de mais nada é um ato de desabafo; lágrimas que serão compreendidas somente pelas palavras.
Evidências da fraqueza humana que cruelmente acovarda-se por de trás de um papel em branco dotado da mesma angústia de ser nulo.
A graditão é acompanhada da ingraditão, o abandono é paralelo. Ser ou não ser é fátidico, semelhante e plausivo nesse dilema vivido na ocasião da dor e perda do anti-querido.
Morrer é simples; natural de fato óbvio para todos os seres vivos. Aceitar a morte , é que não é fácil de refletir. Mesmo consciente do que o processo natural seja assim para todos, não é admissível que nunca mais você poderá ter momentos ao lado de quem ama.
Confuso, pertubador e invisível. Sentir que esta abandonado e vivo para continuar o caminho. Caminho que o fim já é certo. A morte. Nascer para morrer.- Estúpida essa lógica. Construir percorrer e permanecendo estagnado ao enlace da morte.


***Desabafo escrito em seis de agosto de dois e mil e cinco.
Logo após o falecimento da minha tia e mãe de consideração (adotiva também) IRACEMA.

Minha vida é um seriado. Será?

Semi - deitado, encostado sobre os três travesseiros que aindam posso encontrar conforto sem ter que ouvir um blá-blá-blá ou ser cobrado por algo. Na posição de quem lê um livro ou de quem esta assistindo tevê. Pois seja a confissão escrita; estava assistindo tevê quando uma das cenas da miniserie que venho acompanhando com apreço despertou em mim a minha atual situação. De longe sou a heroína  (da série) ou construo bases de um herói invencível. Porém os fatos que ocorrem na trama incita uma identificação.

O jeito mesmo é viver sem amarras.

Mildred Pierce com Kate Winslet  é um melodrama (novela) com boa doses de realismo e a superação constante. A interpretação da atriz (Kate Winslet) é excelente nos faz crer naquele dramalhão piedoso. Estar vulnerável ao ponto de assumir e deixar escorrer sinceras lágrimas. E despertar pensamentos até então dopados da crueldade que nos cerca e enrijecem cada porrada que levamos nesta batalha diária que é SOBREVIVER.

Recomeço  "aos trancos e barrancos" minha vida mais uma vez. Tentando mais uma vez eliminar os fantasmas. Dando um passo para um outro lugar ( outra cidade ). Permitindo-se amar novamante. Começar por mim. Não criando mais paixões irreais; impedindo qualquer carinho superfícial. Por estar carente. Abandonando o fetiche ou velho discurso ; - É meu número!
Ainda sim acreditando no amor. O não menos importante ...  Sexo. Exigo qualidade. Parar de fazer o tipo ingênuo e mocinho romântico. Típico a personagem das novelas do hórario das dezoito horas. Basta o drama. Partir do princípio de amadurecer a postura no relacionamento. Encarar uma vida a dois não é tão fácil quanto se pensa e recomeçar pede todo cuidado, evitando os mesmos tropeços cometidos antes. Uma garantia nula. O jeito mesmo é viver sem amarras.
Diminuir os impulsos. Não significa parar, ter um certo controle, digamos assim. Quero ser bem simples. Não sei o quê há de errado em tentar ser eu mesmo.