segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

LAVAGEM DO BONFIM



Faz alguns anos que venho para Salvador. Uns 5 anos (mais ou menos) que frequento este Estado maravilhoso (em partes). Já digo para pessoas que moro aqui e sou baiano. Pela malemolência; a cor. Não somente pela minha cútis, como também a história de meus ancestrais escravos que deve ter ancorado por aqui (na Bahia de Todos os Santos). Tenho traços afro sou afro-descendente e me orgulho disso.Apesar de não simpatizar muito com meu nariz. Acho que não fotografo bem com o nariz que tenho(risos). Mas isso é uma vaidade que pode ser deixada de lado. Insignificante. "Negro é amor ... negro é lindo". "Se você soubesse o valor que negro tem"... sem essa de movimento negro ou qualquer manifestação partidária. Antes da pele vem a índole a personalidade (nada tem haver com a cor da pele) quiçá a alma. A integridade é coisa do indivíduo e não dá pele. Chega de relacionar atitudes negativas e baixa estima ao negro. O negro não é só insolente. Temos um mestiço ou como dizem os tabloides um negro a frente de um país de maior influência no mundo. Barack Obama não faz o discurso arrogante e vingativo. Ele tem discernimento.
E aqui neste Estado de beleza ímpar por toda sua extensão e minha admiração pelo povo que caminha nas calçadas e hoje festeja na LAVAGEM DO BONFIM, que reafirmo meus pensamentos para um mundo melhor é possível sim; senhor. Negros; brancos; amarelos e afins.
Vivam em equilíbrio.

Cedo logo cedo o povo tá na rua para mais um festejo popular
hoje é dia não de Maria é dia de nosso senhor do Bonfim
da colina sagrada rumo a casa do nosso senhor do Bonfim
segue pela avenida o mundaréu de gente ao toque do afoxé
os filhos de gandhy entoa e o povo vai
Pede paz faz protesto e tem ministro no trio
querendo promoção política
-" ele filho eu sou neto de Arunda"...
anda anda bebe bebe anda anda e lá vem `agua
de cheiro; de bombeiro ; da baiana
que benze e lava as escadas do templo do nosso senhor do Bonfim
o mar ao lado é gente que pede é gente que festeja é gente
palestino israelense iraquiano americano
Santo Obama!
Senhor do Bonfim ilumina o Barack ilumina o barraco
Ê ê ê ê
a festa esta começando como ano também
Salve senhor do Bonfim
salve o estudante que grita
e leva soco de segurança na passagem da paz
-Que paz é essa?
-Cessar essa porra véio!
-"Eita porra pare de comer banana... a Ribeira é ali."

Ps.:O nariz vai ficar assim mesmo do jeito que tá. Bisturi tô fora.

*Minha sinceras homenagens a Maria Madalena; Pedro Henrique e João Gabriel. Pela companhia nestas férias baiana. Vocês são a minha família querida.<>

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meu amigo; meu caminho; minha vida e agora?

Cristiano Amorim
No domingo passado (11/01/09) fui e não fui convidado para o almoço na casa de uma amiga de infância. Penetra social aceito. Agora mesmo escrevendo este post comecei a ter uns flashback daqueles tempos de criança. Ingênuo e cheio de leveza. Nem tanto. É melhor não exagerar. Sem frases de efeitos dramáticos. O tempo passou; ainda bem e nós tivemos rumos diferentes em nossas vidas. Porém o afeto foi mantido. Isso realmente me emociona muito. Minha família não foi nenhuma família padrão e nem fora dos padrões. Somente éramos pessoas que conviviamos juntos. Sem muitas afinidades. Relações nem tanto amigáveis com passar do tempo; adolescente eu já despontava. Minha rebeldia; personalidade forte ou temperamental demais para idade. Foi amenizando pelas amizades que fui conquistando e conquistado também. A família adotiva cumpriu seu papel da forma mais honesta possível. Eram justos. Ensinaram me a ser um homem de bem. Por um lado faltaram os abraços trocas de carinhos isso não tinha quase nunca. Raro esses momentos de afeição. Mesmo sabendo da condição de adotado, não significava uma drama. Tinha a presença da minha mãe, inconstante.
Os amiguinhos sim estavam presente naquilo que eu esperava dos adultos da minha casa. Cúmplices.
O cara da foto aí de cima foi tão presente como outros amiguinhos. Tínhamos uma convivência diária. Estudavamos na mesma escola primária; Fomos alunos exemplar. A explicadora ou reforço escolar. Ao meu entender era uma atividade para que não criasse o vício de meninos ociosos que passavam
quase o dia todo na rua e mais tarde desenvolveria um hábito de costumes indesejáveis. O zelo e a preocupação de quem realmente quer o bem do outro. Isso a família adotiva prezava muito. Pensavam que no futuro eu seria um desses "pai de família". Admitido num trabalho burocrático e tudo que um "pai de família" exemplar deve representar para uma sociedade. Erraram ou eu por rebeldia pura fui por outros caminhos. Nada convencionais.

Tinha necessidade de ser diferente. Sofria com aqueles padrões sem ousadia. Conformismo. Passei dias, noites e anos no meu quarto chorando pelo tédio e falta de compreensão por querer ir além do meu quintal. Da esquina; do bairro e da cidade. Influenciado pelos meus sonhos. Queria alçar vôo longo e pousar de vez enquanto. Raízes bastam as árvores. "Pé no chão"? -Não. Optei pela felicidade. Pensava. Penso nisso como prioridade. Minha mãe biológica sempre me dizia isso. "-SEJA FELIZ"... "OU PELO MENOS TENTE". Para fazer outro ser humano feliz eu tenho que estar pelo menos de bem comigo. Egoísta? É. Prefiro ter este rotúlo do que bancar uma coisa irreal. Aparências falsas imposta por uma sociedade fálida de conceitos.

A maioria (dos amigos de infância) casaram boa parte já constituiu a família. Outros foram bem sucedidos neste plano e outros nem tanto. Eu já pensei em ser pai. Sei que não tenho estrutura emocional para tal situação. Meu caminho ainda não é esse. E agora? Quero mais uma vez ser feliz. Seja qual for o caminho. Seguirei.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Deu no tabloide. Violência é cult.


Acordo meio sonolento ainda querendo mais um pouco do aconchego da macia e morna cama quando um estalo interno um comando sem obediência me faz levantar mesmo eu por parte não querendo. Ai começa a batalha. Afinal de contas estou de férias. Podería ser o motivo que retardaria a vida num todo no restante do dia. Férias, não fazer nada. NADA, palavra de ordem na lista de qualquer cidadão que esteja de férias. Mas não. Levantei cambaleando dando bom dia a Fátima (secretária do lar aqui de casa) passando no corredor direto para cozinha. Pensando bem levantei porque estava com fome.
Em seguida me dei conta que o saltar da cama foi devido a dois motivos, digamos inconvenientes. FOME e a interminável OBRA do vizinho em cima, que começa um bate estaca e fica latejando o cérebro até as 17horas. *Horário estabelecido pelo condomínio para encerrar as obras.

Cafeteira ligada. O café sendo preparado, pego o tradicional tablóide (entregue tradicionalmente todos os dias da semana) vamos as notícias do dia. Antes de pegar o tabloide mentalizei coisas boas, notícias que me deixaria de bom humor para prosseguir o dia. Já desponta uma melhoria no clima. De nuvens pesadas nublado para céu aberto límpido... e sol. "Cessar fogo em Gaza." Essa manchete seria a melhor. Porém não fui isso que aconteceu. "ATAQUES ISRAELENSES MATAM EM ESCOLAS". Deu um depressão repentina. Mudei de suplemento noticiario impresso. CULTURA. Logo na capa fui arrebatado com o tema "VIOLÊNCIA, DO LIVRO `AS TELAS." Não vou permitir me a ler um tema desses. Aguçado pela curiosidade com um destaque em negrito " FILMES DÃO "SENSAÇÃO DE ALÍVIO". Li. Pouco me surpreendeu a matéria. Vou mencionar algumas palavras frases das quais voltarei a questionar com amigos.

"A barbárie como arte..." " o fascínio desses filmes" " sensação de alívio".

Tenho que confessar que quando mais novo mas bem mais novo mesmo. Sem ter noção de espaço social e seres humanos num todo. Algo além do meu quintal. Ser humano (eu) sem nenhum apuramento do mundo. Adorava o filme RAMBO. Era propagação da violência. Tinha verdadeiro fascínio. Nem sei bem por que. Depois deixei de apreciar este tipo de filme. Passei admirar algo com mais conteúdo. Não digo nada mais intelectualizado não viu, quero distância desses pseudos intelectuais de plantão. Aí me senti aliviado de verdade. Selecionar o que é arte e o que é entreterimento ou que é arte - educação. É super importante. Ou simplesmesnte absorver MERD-A-RTE. Daí parte da sua consciência da sua necessidade cultural. Negar a violência é como assinar o atestado de alienado e cúmplice passivo desta situação deplorável em que o mundo está. O discurso politicamente correto também não combina comigo e nem tenho pretensões para tal.
Utopia? Não sei. Quero acordar e ler o tabloide com notícias mais otimistas sobre o mundo. Por falar nisso meu café já está frio. Vou fazer outro. Até o próximo post... espero não demorar muito tempo para mais um desabafo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Em que ano estamos?

O espetáculo na televisão nunca foi novidade. Porém com tempo vem piorando. Os ataques em Gaza. Essa briga interminável de palestinos e israelenses. Somos bombardiados pelas imagens de massacre a civis. Facções: Hamas; Hezbollah; AL-Quaide; Comando vermelho; PCC A liga da Justiça e outros. Ganham notoriedade em edições especiais. Como o filme " O HOMEM DAS LENTES MORTAIS".

*SINOPSE
Um repórter com uma missão de alto risco.

Conspirações, jogo sujo, microfones ocultos, satélites espias minando a sala oval da Casa Branca e uma bomba nuclear à venda, são os ingredientes deste aterrador e cómico panorama que se pode desencadear na vida política atual.
Sean Connery é Patrick Hale, um célebre repórter de televisão que segue a pista de um perigoso terrorista, que oferece uma bomba nuclear a um país produtor de petróleo no Médio Oriente. Entreanto, o preseidente dos E.U.A. trata de convencer a opinião pública da não existência da bomba para salvar a sua carreira política, mas o seu principal opositor eleitoral tenta comprar a dita bomba para desmascarar o presidente.

Realizador.
Richard Brooks

Intérpretes
. Sean Connery
. George Grizzard
. Robert Conrad
. Katharine Ross
. John Saxon
. Henry Silva
. Hardy Krüger
. Toby Hughes
. G.D. Spradlin
. Leslie Nielsen
. Paul Lambert
. Robert Webber
. Jennifer Jason Leigh
. Dean Stockwell


Cito C.V e PPC pois não faltará muito para que nosso país(Brasil) viva isso. É como uma onda que vai se propagando com força e tamanho de estragos irremediáveis. O homem idolatra a violência. Justifica a espécie com atos destrutivos e a razão de permanecerem aqui. Um pouco complexo demais. Nítido comportamento a zilhões de anos luz. Ops! Trevas o homem evoluiu bastante para continuar nas trevas. E volto a perguntar. Em que ano estamos? Nada parece realmente mudar. Os anos vão e vem e tudo continua na sangrenta batalha do desespero do poder.

-Bem vindos ao ano ...
-Putz! Esqueci que ano estamos?- Como assim esqueceu? -O réveillon foi ontem mesmo. -Esqueci merda! - Vai ter de novo aquele surto de esquezofrenia e escrever com travessão? - Eí?! -Estas dialogando com quem a não ser você mesmo? - Fudeu! - Freud ou Lacan explica algo assim? - Ai será que os valiuns que tomei retrocedeu os neurônios do meu mágico cérebro? -E por que tantas perguntas?- Sou eu mesmo que vou responder. - Pai amado! Tiago irmão de Jesus me dá um help!

Averiguar não custa nada. Pergunto mais uma vez em que ano estamos? Me respondem em que século? ... Por favor nada de respostas convencionais e exatas. O mundo não é assim. Convencional e exato. Digo e afirmo por uma série de questões que estam aí colocando o mundo num estado de alerta máximo, visíveis e nós passivos ficamos diante dessas atrocidades. Aguardando o próximo bloco da novela (no horário nobre) predileta com o título sugestivo de "A FAVORITA" que domina um país com não sei quantos milhões de espectadores. Longe de mim criticar a novela. A única coisa que pode descontrair depois de uma rajada de notícias bélicas somente um história da vida real que não é real. Em que a personagem que tem mais simpátia ao público*(assim disse a mídia do principal jornal de opinião do país) é uma psicopata em potêncial que está ou já arruinou a vida de meio mundo ao seu redor. Lições de vilania bárbaras e logo depois com direito a ensinamentos judaico cristão no final do bloco. Para aliviar a culpa. Não dá personagem cruel mas dos outros que integram a trama. Simples né?!

O que fazer? ...

ARTE!