domingo, 20 de julho de 2008

Cinza continua.parte 2

Degraus e mais degraus até chegar ao nível rés-do-chão. Patrick anda durmindo. Pisa na calçada com passos pesados. Na face nada expressa. Talvez um ar de - estou de saco cheio!
Entre os passantes denorteados, Patrick tem um rumo. Infeliz. Cinza mais uma vez.
Parado; na calçada espera o semáforo, indicar verde. Por um instante Patrick tem seus sentidos paralisados e num piscar de olhos percebe que sua visão está alterada e passa ver a cor cinza em tudo que possa enxergar. Pânico. Pisca novamente com idéia de ter sido um cisco que caiu nos seus olhos que possa ter embaraçado sua vista. Lamentou. Era real, Patrick enxergava cinza. Pensou em voltar para casa, ir ao posto de saúde ou procurar algum amigo que pudesse lhe acudir.

Já questionava se a cor da sua t-shirt era realmente cinza e seu o dia estava cinza. Isso lhe incomodaria cada vez mais com o passar dos minutos que esperava o semáforo. Seu chefe não teria compaixão de um cristão para com o outro, só porque ele enxerga cinza agora. Refletiu num tom debochado, seria o ensaio sobre a cegueira na cor cinza.

Atravessou de uma calçada para outra no fluxo (como os outros pedestres) e sentiu um alivío de poder ainda estar enxergando, mesmo que seja cinza.

Ps.: continua

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Poesia palavras desabafo desconexos.


Meu tempo é agora.

Cada segundo, mais um minuto
O ponteiro gira no sentido
contrário quando se quer
que o tempo passe…
Frações de milésimo, aflige...
meu peito; acelara o coração.
Ai! Ansiedade cruel!

“Esperar para que na hora certa no momento exato, aconteça.”
“Quem espera sempre alcança”
Imperdoável é o tempo.
Quando alcançamos a fase madura
assim quando é chegada tal hora
O círculo; no ciclo; no manuseio;
Desejo de despertar, todos os anseios
adormecidos; na longa e sábia...
hora; eis de falhar.

Com tempo as coisas vão ajeitando – se.
Encaixando no seu determinado local…
o tempo; as horas e a vida.
O momento é esse, a hora agá...
de aproveitar a vida e se
emancipar das torturas...
do homem ao seu tempo.

Ps: Photografia de minha autoria.

Desculpas... val(e)ium

Caros leitores.

Pensando bem nem sei se realmente tenho esse prestígio todo. Mas prefiro iludir me que exista algum leitor.
Depois desta demonstração de carência venho desculpar me. Esse longo tempo (praticamente um mês) foi impossível escrever. Atarefado ao máximo com a mudança de residência, não sobrava tempo e vontade própria para escrever. Confesso que sou preguiçoso e após alguns comprimidos de valium, escrever torna -se algo cansativo. Venhamos e convenhamos mudanças quando não são bem vindas, sempre são transtornos intermináveis. Nada melhor que alguns comprimidos de valium.
Passado tudo isso volto ao meu hobby com enorme satisfação. Postarei um texto desconexo e mais um capítulo de CINZA. Como havia prometido da última vez.

Ps.: Já não tenho tomado valium com frequência. Muito de vez enquanto para não perder o costume.(risos)