domingo, 9 de dezembro de 2012

"Pé na bunda" [ via virtual]


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Não tardou e nem falhou e aquele que seria um romance promissor foi expurgado. Sinto certo alivio (e frustração também) em saber que não foi adiante. Não me pergunte o porquê desta confusão sentimental. Declaro que não nutri uma paixão imediata e nem estava semeando um amor no futuro. Apenas queria evitar a solidão prolongada. Posso apenas afirmar que no post  “ Não é nada disso. O lance é outro” decretei ali o fim esperado. As situações que aconteceram e a pouca, porém importante experiência de vida evidenciava este destino. A verdade é que um fora; “toco” ou “chega pra lá” ninguém quer receber. Até mesmo minha dentista concordou com isto. E muito menos admitir que fosse jogado para escanteio. Ainda mais quando sua dedicação esta acima de qualquer cobrança, exigência ou desejo (próprio). O bom momento desta efêmera relação amorosa ficará guardado sem grande mérito, pois nada foi tão especial. Possa ser que o primeiro encontro. Depois tudo foi corriqueiro...  Ensinou o quanto eu e ( você meu caro leitor) deve estar atento que a ingenuidade tem limite. E pessoa nenhuma tem o direito de maltratar nossas boas intenções. Seja ela quem for.
"Quem vê cara não vê coração”. Faz total sentido. Pode até ser que o dito cujo tenha algo de bom. Sim ele tem. Não será neste momento de DESCONTENTAMENTO que irei julgá-lo.

*Cansei de ser o APAIXONADO. O idiota romântico que leva flores. Convida para jantar. Tolera seus discursos e conclusões bizarras e opiniões que tu afirmar ser tão precisas. A verdade única. Sobreviveremos somente os primeiros meses se formos sensatos o suficiente para tolerar nossas diferenças.


A modernidade é tanta que hoje em dia é mais fácil terminar com alguém pela rede social.
Estou eu no chat do facebook quando abre-se uma janela ( digamos)  com uma mensagem de : "Oi" eu prontamente respondi e daí o assunto prosseguiu.
Determinado momento ele remete (mais ou menos assim): - “Desculpas se fui grosseiro com você... [quase todas às vezes] Desejo que encontre uma pessoa legal... Você merece. [minha reação diante da tela do computador é incrédulo. Escrevo algo do tipo para com isso. Esquivo me do assunto a qualquer custo, até mesmo com uma boa piada.]
-Por favor, não se masturba com a minha cueca. [A qual esqueci atrás da geladeira dele. Dá última vez que estive na casa do tal] Ele digita - "rsrsrsrsrs". Já me deixa bastante irritado esta comunicação virtual.
. Sem acreditar na situação tomo atitude de esquivar-me da situação. Não admito que ele diga que me rejeita pelo chat de uma rede social. Tenha hombridade, fale isto nos meus olhos. Como das vezes que gozastes de prazer no ato sexual. Repita as mesmas palavras no tom que foi dito o pedido de casamento (prematuro) e namoro nas areias de Ipanema. Numa noite linda de terça feira após uma petit balada no Studio RJ. Com a lua no formato de sorriso; a brisa um pouco gélida que vinha do mar e as pessoas que perambulavam nas areias da praia como testemunha daquela cena. Uma cena romântica, porém altas doses de pieguice. Ri (mesmo adorando, inflando meu ego) pedi que parasse, seu nível alcoólico estava nítido. Talvez tenha sido esta a razão para ele declarar-se. Sendo lúcido respirei profundamente. Der repente veio uma canção da qual gosto muito do Rômulo Froes, “Nada disso é pra você” “Pra começar,/Vai acabar, eu vou dizer/Vai acabar, vai machucar/Vai clarear a cabeça”.
... Dias depois do fora via rede social. Pedi meus pertences de volta. Não queria minha história com ele. Sei que um dia iremos nos reencontrar. Freqüentamos lugares comuns. Agirei de um jeito despretensioso. Sem querer comentar o fato ocorrido ou a justificativa do término da relação. A tendência destes tempos ditos modernos é cada vez mais as relações tornarem-se efêmeras [sem cuidados de compaixão para com o próximo]; rompimentos sem sofrimentos e compromissos defeitos pelo espaço virtual.
Assim caminha a humanidade... Menos sentimento mais apego físico (fornicar).
Em suma volto ao estado civil de solteiro. Sem pressa para ter um novo relacionamento digno. Livre para encontros causais [evitar a paixão ensandecida] e viver.

*Ao fornicar por favor se preservar.

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