Vagando em pensamentos sombrios sem ao certo saber a razão destes pensamentos. Ele suspira para aliviar um sentimento inócuo. Aturdido vasculha na mochila pesada, os objetos indesejáveis; capa de chuva guarda – chuva, casaco, a marmita improvisada num vasilhame de plástico velho, o tablóide do dia com noticias sensacionalista, a garrafa plástica com alguns mililitros de água, o livro (a Bíblia) que mal lê. Um amontoado de prospectos que pega na rua quando lhe é oferecido.
Procura algo que pode consolar sua solidão. Sentado no banco do ônibus que trepida a cada atrito com asfalto danificado. Tem suspenso o pensamento por segundos. Trás de volta a realidade que insiste fugir. Ou evitar. Nada lhe satisfaz a bem da verdade. O emprego lhe causa náuseas, os poucos amigos que lhe resta já não suportam o comportamento instável provocando um isolamento natural. No pequeno cômodo onde dorme e é ocupado com alguns pertences. Lhe sufoca ao ponto deixar sem ar e gerar tremores. Ao recordar tal incômodo sôfrego cerra os punhos.
Procura algo que pode consolar sua solidão. Sentado no banco do ônibus que trepida a cada atrito com asfalto danificado. Tem suspenso o pensamento por segundos. Trás de volta a realidade que insiste fugir. Ou evitar. Nada lhe satisfaz a bem da verdade. O emprego lhe causa náuseas, os poucos amigos que lhe resta já não suportam o comportamento instável provocando um isolamento natural. No pequeno cômodo onde dorme e é ocupado com alguns pertences. Lhe sufoca ao ponto deixar sem ar e gerar tremores. Ao recordar tal incômodo sôfrego cerra os punhos.
Ao seu lado uma moça de olhar distante evidencia também sua solidão. Nas poucas expressões que esboça é nítida a solidão. Os olhares de ambos (tanto dele quanto o dela) perdiam-se na diversificada paisagem da natureza rude acompanhada do concreto depredado ao progresso inacabado empoeirado.
Os dois (ele e ela) contidos ao pequeno espaço físico permitido. Algumas pessoas dependuradas pela haste fria do veículo. Corpos exauridos. Ele desviava o olhar e ela permanecia atônita com um olhar fixo ao seu horizonte. O pensamento seguia em direção as preocupações do dia seguinte. Ela mentalmente organiza sua vida aos planos que podem deixar de existir num piscar de olhos ou no telefonema de quem se espera noticias imprevisíveis. Resgata a lembrança do noivado que mantém por conveniência familiar. Pois o compromisso firmado estabelecido na convenção da família cristã apostólica romana algo que não entusiasma tanto como sua mãe e as outras mulheres da família.
Os dois (ele e ela) contidos ao pequeno espaço físico permitido. Algumas pessoas dependuradas pela haste fria do veículo. Corpos exauridos. Ele desviava o olhar e ela permanecia atônita com um olhar fixo ao seu horizonte. O pensamento seguia em direção as preocupações do dia seguinte. Ela mentalmente organiza sua vida aos planos que podem deixar de existir num piscar de olhos ou no telefonema de quem se espera noticias imprevisíveis. Resgata a lembrança do noivado que mantém por conveniência familiar. Pois o compromisso firmado estabelecido na convenção da família cristã apostólica romana algo que não entusiasma tanto como sua mãe e as outras mulheres da família.
Sim, acordaria as seis horas da manhã. Levantaria da cama com o corpo ainda vagaroso e daria passos arrastados. Suspirando no preparo do café, ajeitando o lençol da cama com ares de relutância, na verdade desejava desfrutar um pouco mais daquele velho e conhecido colchão (e os lençóis) deitar olhar para o teto enxergar paisagens paradisíacas que costuma ver quando distraidamente folheia as revistas do consultório onde dá expediente diariamente de segunda a sábado. Devaneios são abruptamente rompidos pela freada do transporte coletivo.
- Caramba! Exclama assustada. Outros passageiros grosseiramente dizem palavras esdrúxulas para o motorista. Culpa o condutor que possivelmente freou bruscamente a fim de evitar um acidente Ele balança a cabeça reprova a atitude dos demais. Milésimos foram decisivos para que ambos entre-se-olha-se e a formalidade do cumprimento de: - Oi! Ele ainda arriscou: - É realmente perigoso... Numa dessas que ocorre um acidente... Ela ouviu e não passou de uma afirmação com a cabeça. Quis evitar ao máximo a conversa com ele. Gostaria de evitar qualquer constrangimento pelo fato de ter compromisso; o noivado.
Ele sentado ao canto do assento favorece a sim mesmo encosta sua cabeça na janela. Retrai seu corpo num simulacro do feto. Consternado por ter sido sutilmente repelido. Fecha os olhos intui que a simulação do sono lhe proteja. Ruídos ao seu redor desperta sua membrana das pálpebras superiores saltarem seguidamente obrigando-o abrir os olhos. Expressa descontentamento por estar aprisionado voluntariamente. Necessita ir. Mesmo contra sua vontade. Amanhã será outro dia, contudo a rotina permanece. Morde os lábios com a arcada dentaria superior nos lábios inferiores provoca dor. Sucumbi à dor, crê que alimenta a solidão. A solidão persiste num vácuo, a dor preenche e faz sentido. Lastima de um homem carente sem ter uma companhia. Um mal do século XXI nos imbróglios da vida.
O excessivo consumo por bens materiais desnecessário. O isolamento no espaço virtual. A violência gratuita que pouco a pouco é dissipada no meio. Tanta coisa que impulsiona a reclusão e o desenvolvimento da misantropia. Ela boceja, nota-se o tédio provocado das horas a fio sentada no assento rígido. Cercada por pessoas que nunca vira ou se já viu não são tão interessantes quanto à pessoa ao seu lado transparecendo um incomodo silencioso.
[ O texto continua no próximo post.]
Ele sentado ao canto do assento favorece a sim mesmo encosta sua cabeça na janela. Retrai seu corpo num simulacro do feto. Consternado por ter sido sutilmente repelido. Fecha os olhos intui que a simulação do sono lhe proteja. Ruídos ao seu redor desperta sua membrana das pálpebras superiores saltarem seguidamente obrigando-o abrir os olhos. Expressa descontentamento por estar aprisionado voluntariamente. Necessita ir. Mesmo contra sua vontade. Amanhã será outro dia, contudo a rotina permanece. Morde os lábios com a arcada dentaria superior nos lábios inferiores provoca dor. Sucumbi à dor, crê que alimenta a solidão. A solidão persiste num vácuo, a dor preenche e faz sentido. Lastima de um homem carente sem ter uma companhia. Um mal do século XXI nos imbróglios da vida.
O excessivo consumo por bens materiais desnecessário. O isolamento no espaço virtual. A violência gratuita que pouco a pouco é dissipada no meio. Tanta coisa que impulsiona a reclusão e o desenvolvimento da misantropia. Ela boceja, nota-se o tédio provocado das horas a fio sentada no assento rígido. Cercada por pessoas que nunca vira ou se já viu não são tão interessantes quanto à pessoa ao seu lado transparecendo um incomodo silencioso.
[ O texto continua no próximo post.]
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