Ano passado (em 2011 quando
estava no refúgio voluntário em Salvador) iniciei minha incursão para escrever
meu primeiro livro. Não sei muito bem onde o livro estará classificado nos rótulos
da literatura. E muito menos se será lido pelo grande público. Talvez alguns amigos possam ler para
formalidade da amizade. Eu prefiro acreditar que será um bom livro no momento
que inicio minha carreira literária.
E foi pensando nisso. Na
carreira literária que esboço [rascunho íntimo da minha vida...] no blog
VALEUMVIDAEGO. Os traços, ou melhor, as palavras e que são uma das características
que irei desenvolver ao longo dos livros que irei lançar. Pesquisei ao meu modo
autores que tenho certa identificação. Neste processo devo agradecer a GEORGIA PUGÃ CARAN (a melhor amiga de todos os tempos) apresentou livros que
influenciam hoje no meu estilo... Trópico de câncer, Contos
hediondos, Pé na
estrada, Sangue Frio, Morangos Mofados,
O corno de si mesmo; Misto quente... MICHEL ANDRE PERRIN (um amigo que sempre
me presenteia com livros que acrescenta na minha jornada) Fragmento do discurso
amoroso; Os cães ladram e a caravana passa; Como viver; Em busca do tempo
perdido; Palimpsest e outros.
Volta e meia estou diante de
Morangos Mofados de Caio Fernando de Abreu. E lá estou eu como escritor. A
identificação é tanta que penso estar plagiando qualquer um dos seus contos. O
que não é verdade. Antes mesmo de ler os seus contos e já vinha escrevendo. Como
comprovar? Não sei. Mas é a mais pura verdade.
Estou tão imbuído que parei de
escrever um pouco o livro. Para quando for retomar, quero ter outra “pegada”. Uma
abordagem diferente da que iniciei. Evitar o estilo Caio Fernando de Abreu de
escrever. Ter minha própria linguagem. Sei que até adquirir este patamar irá
ser um processo árduo. Nada na vida é fácil.
Aqui
estou escrevendo. Para quem exatamente? E por quê? A priori posso lhes dizer
que escrevo para manter me vivo.[ Meus dedos batem nas teclas do computador ansioso a
espera que surjam palavras letras sílabas uma frase quiçá. Tem ânsia de escrever.
Pulsando acredito que posso contribuir para este mundo cruel e caótico. Não vou
disfarçar minha insatisfação, contudo sou uma pessoa que quer fazer e
acontecer. Tenho para mim que através das palavras eu dou sentido aos meus
sentimentos...] Só assim
existo. Respiro pelas teclas do computador, como pelas palavras que vem em
minha mente até formar uma frase. Ando com os pensamentos incessantes. E choro
a cada “queda” brutal dos meus lapsos. Da minha solidão e carência. E urgência de
viver.[ A minha vida louca e intensa. Risos
estridulosos. A cada sofrimento que invento ou cada situação lastimável que
estou vivendo. Torna - se uma válvula de escape. Alivio meus temores e
tormentos. Dissipo a merda da culpa cristã que injetam em nossas mentes e nos
perturba (... até o dia da libertação. O dia em que qualquer coisa que for dita
considerará (um sinal corporal com os ombros) TANTO FAZ.]... Aqui estou [escrevo ao que vem a minha mente, o que
passa no meu corpo...]
Nomes possíveis para o meu
primeiro livro:
Menino colete.
Conto 3.
Meu drama.com.
Lá eu fui e aqui sou.
Nu sou eu vestido qualquer um.

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