sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Nu sou eu. Vestido qualquer um.

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Ano passado (em 2011 quando estava no refúgio voluntário em Salvador) iniciei minha incursão para escrever meu primeiro livro. Não sei muito bem onde o livro estará classificado nos rótulos da literatura. E muito menos se será lido pelo grande público.  Talvez alguns amigos possam ler para formalidade da amizade. Eu prefiro acreditar que será um bom livro no momento que inicio minha carreira literária.

E foi pensando nisso. Na carreira literária que esboço [rascunho íntimo da minha vida...] no blog VALEUMVIDAEGO. Os traços, ou melhor, as palavras e que são uma das características que irei desenvolver ao longo dos livros que irei lançar. Pesquisei ao meu modo autores que tenho certa identificação. Neste processo devo agradecer a GEORGIA PUGÃ CARAN  (a melhor amiga de todos os tempos) apresentou livros que influenciam hoje no meu estilo... Trópico de câncer, Contos hediondos, na estrada, Sangue Frio, Morangos Mofados, O corno de si mesmo; Misto quente... MICHEL ANDRE PERRIN (um amigo que sempre me presenteia com livros que acrescenta na minha jornada) Fragmento do discurso amoroso; Os cães ladram e a caravana passa; Como viver; Em busca do tempo perdido; Palimpsest e outros.

Volta e meia estou diante de Morangos Mofados de Caio Fernando de Abreu. E lá estou eu como escritor. A identificação é tanta que penso estar plagiando qualquer um dos seus contos. O que não é verdade. Antes mesmo de ler os seus contos e já vinha escrevendo. Como comprovar? Não sei. Mas é a mais pura verdade.
Estou tão imbuído que parei de escrever um pouco o livro. Para quando for retomar, quero ter outra “pegada”. Uma abordagem diferente da que iniciei. Evitar o estilo Caio Fernando de Abreu de escrever. Ter minha própria linguagem. Sei que até adquirir este patamar irá ser um processo árduo. Nada na vida é fácil.

Aqui estou escrevendo. Para quem exatamente? E por quê? A priori posso lhes dizer que escrevo para manter me vivo.[ Meus dedos batem nas teclas do computador ansioso a espera que surjam palavras letras sílabas uma frase quiçá. Tem ânsia de escrever. Pulsando acredito que posso contribuir para este mundo cruel e caótico. Não vou disfarçar minha insatisfação, contudo sou uma pessoa que quer fazer e acontecer. Tenho para mim que através das palavras eu dou sentido aos meus sentimentos...]  Só assim existo. Respiro pelas teclas do computador, como pelas palavras que vem em minha mente até formar uma frase. Ando com os pensamentos incessantes. E choro a cada “queda” brutal dos meus lapsos. Da minha solidão e carência. E urgência de viver.[ A minha vida louca e intensa. Risos estridulosos. A cada sofrimento que invento ou cada situação lastimável que estou vivendo. Torna - se uma válvula de escape. Alivio meus temores e tormentos. Dissipo a merda da culpa cristã que injetam em nossas mentes e nos perturba (... até o dia da libertação. O dia em que qualquer coisa que for dita considerará (um sinal corporal com os ombros) TANTO FAZ.]... Aqui estou [escrevo ao que vem a minha mente, o que passa no meu corpo...]

Nomes possíveis para o meu primeiro livro:
Menino colete.
Conto 3.
Meu drama.com.
Lá eu fui e aqui sou.
Nu sou eu vestido qualquer um.

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