Não me pega! – ele fala com ênfase. Mas como assim? – respondo inocentemente. - Temos tão pouco tempo para estarmos juntos e você diz para NÃO encostar-se a você? Sinceramente eu não entendo. Você não assume nossa relação cobra uma postura de mim... Sou assim não irei mudar para agradar você. Já estou deixando de fazer muita coisa para agradar você. SUPORTAREMOS nossos gênios? Talvez. Porém alguém precisa ceder.
Quando vi você. Seu sorriso, seu jeitinho meigo. De aparência tranqüila, relaxado, estilo zen... É somente estilo e nada mais. Tu não és nada disso que aparenta ser. Esta faceta é meramente fachada. Veste uma pele, mas tua vestimenta original é outra. Esta certo ninguém é tão sincero ao ponto de revelar-se logo de primeira. Digo por eu mesmo. Revelo aos poucos para não criar um caos. Não espantar.
Pergunto se você quer namorar comigo e você nada diz. Quando estou ao seu lado sinto uma boa energia e tudo mais se torna único. Então porque criar este clima de casualidade e flerte sem compromisso. Cansei de ser o APAIXONADO. O idiota romântico que leva flores. Convida para jantar. Tolera seus discursos e conclusões bizarras e opiniões que tu afirmar ser tão precisas. A verdade única. Sobreviveremos somente os primeiros meses se formos sensatos o suficiente para tolerar nossas diferenças. Embarcar numa outra historia (relacionamento amoroso) cometendo os mesmo erros da relação anterior não é saudável para ninguém.Discursar que agora tudo mudou e vai ser diferente, é muito clichê. Prefiro ir como a brisa. Suave leve.
-Você é louco! – repete esta frase a todo o momento para minha pessoa. Cala sua boca garoto! – Pêra lá meu pai você não é e muito menos tem autonomia para isto. – PORRA! Agora quem disse foi eu. Cara! Repele meu carinho. Tenho que ficar como uma múmia ou um bicho exótico empalhado no canto da casa como se nada dentro de mim estivesse acontecendo. Liberta-se. Acusas-me de ser carente demais. E sua frieza ultrapassa o bom senso para um homem que se mostra em busca do equilíbrio.
Sai dessa e abre seu coração para outra pessoa
Mordo a língua. Alguma coisa dói pelo menos. Uma dor física, nada de abstrato.
Seu desprezo gera em mim um impulso para libertinagem, o vazio das noites de boêmia, as tentações de um ambiente devasso. Aniquilo esta ideia. Optei por uma relação duradoura. Este é meu desejo.
Sexo é bom? Mas não é isso que irá fortalecer nossa relação. Gosto mais de conversar do que ter relações sexuais. Lógico que ter relações sexuais é ótimo. Ainda mais quando é uma pessoa que tenho afinidade. Esse papo de que é melhor ter relações sexuais com amigo do que seu inimigo. É covardia para não assumir o romance. Quero sim ser seu amigo. Ser seu amante. Seu namorado. Seu parceiro fiel. Ser seu.
Bendita coragem tenho de assumir isto aqui para que todos possam ler. E evitar cometer os impulsos que tenho. O quanto é difícil iniciar uma relação. Bato na mesma tecla. Do post anterior. BEM ME QUER MAL ME QUER... EU QUERO. A rejeição. Bem... Caso se eu ceder por demais sofrerei muito futuramente. Diagnóstico esta crise histérica pelo fato de que foi em vão deter um compromisso com ele.
Bom; como dizem os jovens e os mais experientes em relacionamentos amorosos. - Cai fora! Que paixão e namoro são como ônibus passa um vem logo outro atrás. Então não fica nessa. Sai dessa e abre seu coração para outra pessoa.
Estático. Meus olhos perdido, sento na cadeira e ouço uma canção de Edith Piaf... Lá no fundo a canção vai tomando dimensão e acelerando as batidas do meu frágil coração.
Sei irei sobreviver. Amargarei mais um longo tempo numa fossa inútil. Pra que sofrer?
A canção com a voz da Edith Piaf o pranto que seria derramado, a ira no momento de explodir em gritos (xingamentos e ofensas deploráveis) cessam. Respiro aliviado.
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