De repente vem ao
pensamento "TRISTE É VIVER NA SOLIDÃO..." [trecho da canção do
compositor cantor (saudoso) Tom Jobim; uma versão interpretada brilhantemente
por Elis Regina]... Vulnerável e uma dosagem fora do comum de carência quase
fizeram eu desabar no fluxo intenso dos transeuntes da principal avenida do
centro comercial (Avenida Rio Branco) do Rio de Janeiro. Em seqüência recordei
de "TRISTEZA NÃO TEM FIM... FELICIDADE SIM..." Daí foi um passo para
refletir este sentimento genuíno e atroz. Hoje ando pelas ruas da cidade a
cantar e dançar. Pessoas ao meu redor devem pensar que estou louco. Engano seu.
Distraio a tristeza.
Dou a cara tapa para uma súbita
e necessária felicidade pára não chorar mais.
Sim, vou chorar de alegria.
Tristeza tem fim sim e agora esta decretada que não existe mais infelicidade
alheia e nem a minha também. Somos felizes a todo instante.
MENTIRA!
Não deixarei minha tristeza na gaveta. É louco, afirmar
essa patologia. Mas gosto de estar triste em alguns momentos da vida. Ajuda no
processo criativo de escrever por exemplo. Retorno para um mundo de lembranças
(viagens, experiências da vida e o remoto passado) lugares que reinvento onde
posso esconder-me. Chorar de soluçar. Rir de o abdômen doer. E o silêncio
primordial (para outras pessoas é motivo de tristeza, estado de depressão) para
o meu encontro (comigo mesmo), despejo e estruturo uma idéia para uma historia
qualquer. A bílis negra, melancolia e inclua também a nostalgia para
complementar o processo. É um retiro. Isolado recolhido. Nessas horas de inspiração criatividade
conecto com a tristeza que habita em mim.
Fato é que a canção “EMOÇÕES” do (cantor) rei Roberto Carlos;
no trecho que diz: "Se chorei ou se sorri o importante que emoções
eu vivi..." E continuarei a viver. Cada ano que passa em minha
vida pode considerar um capitulo de um livro. Um capítulo com algumas trezentos
e poucas páginas. Não chega a trezentos e sessenta e cinco de pura emoção, pois
os trezentos DIAS do ano a intensidade variam muito. Os fatos egóicos ocorridos
são de altos e baixos. Normal. Admito as oscilações de humor. BIPOLARIDADE,
talvez. Diagnostico temperamental.
Durante um ano praticamente
de solidão aconteceu algumas eventualidades. Tropeços (causaram sucessivas
crises de depressão) incluam também decepções e outros ingredientes que ajudam
a sua tristeza elevar se.
Dias atrás estava vivendo horas
e mais horas sem tristeza. Chegava incomodar a felicidade plena que reinava na
minha pessoa. Era questionado se teria ganhado na mega sena, se estava drogado
ou amando. A alegria de viver precisa de justificativas como tudo na vida.
Sinceridade faz bem e o bem eu quero disseminar. Estou naqueles períodos férteis
de entusiasmo. Otimismo e inclua também uma leve e suave inclinação para o
romance.
Permiti ansiei um novo amor. Mas
não depende somente da minha pessoa para concretizar essa convenção. É uma
justificativa para tamanha alegria. Para por aí. Outros momentos de felicidade
alegria e euforia não tinham motivos especiais apenas acordei sorri cantei e dancei.
Acho eu que o iPod
(armazenamento de músicas e conteúdos digitais) influenciam nesta abrupta
felicidade. Porém o post tem como foco o motivo TRISTEZA. E falar da minha
tristeza agrega outros assuntos. Agora mesmo ao digitar venho à lembrança da
tristeza que me consome ( fazem alguns anos) da ausência de minha querida e
amada mãe MAIZA RODRIGUES DE OLIVEIRA. E outros desencarnados. Parece que uma
recordação atrai outra recordação e assim vai desencadeando um processo angustiante dor invisíveis que podem causar um mal terrível.
Daí a tristeza instaura-se em
você. E a única maneira de livrar se da tristeza é dar uma
gargalhada, cantar e entregar na mão de Deus. Sou a pessoa que não entrego na mão
de Deus, nesta situação. Fica nas minhas próprias mãos. Confesso entrego-me a
tristeza. Choro se possível (e se as lágrimas estiverem à tona), tomo um porre
(alcoólico) de deixar com ressaca brutal. Meu pensamento vagueia minha expressão
física facial e nítida de que estou triste.
Existe um sentido para o ser humano.
São os sentimentos e a tristeza faz parte dessa convenção. Tenho que permitir a
tristeza entrar no imbróglio da vida. Contudo ater-se na tristeza é o que não
posso aceitar. De vez quando ficarei triste. Derramarei lágrimas, silenciarei o
canto e paralisarei meu corpo (para dançar). Logo depois dessa nuvem cinza
pesada passar a tristeza tem fim.

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