quinta-feira, 18 de outubro de 2012

TRISTE


 De repente vem ao pensamento "TRISTE É VIVER NA SOLIDÃO..." [trecho da canção do compositor cantor (saudoso) Tom Jobim; uma versão interpretada brilhantemente por Elis Regina]... Vulnerável e uma dosagem fora do comum de carência quase fizeram eu desabar no fluxo intenso dos transeuntes da principal avenida do centro comercial (Avenida Rio Branco) do Rio de Janeiro. Em seqüência recordei de "TRISTEZA NÃO TEM FIM... FELICIDADE SIM..." Daí foi um passo para refletir este sentimento genuíno e atroz. Hoje ando pelas ruas da cidade a cantar e dançar. Pessoas ao meu redor devem pensar que estou louco. Engano seu. Distraio a tristeza.
Dou a cara tapa para uma súbita e necessária felicidade pára não chorar mais.
Sim, vou chorar de alegria. Tristeza tem fim sim e agora esta decretada que não existe mais infelicidade alheia e nem a minha também. Somos felizes a todo instante.
MENTIRA!

Não deixarei minha tristeza na gaveta. É louco, afirmar essa patologia. Mas gosto de estar triste em alguns momentos da vida. Ajuda no processo criativo de escrever por exemplo. Retorno para um mundo de lembranças (viagens, experiências da vida e o remoto passado) lugares que reinvento onde posso esconder-me. Chorar de soluçar. Rir de o abdômen doer. E o silêncio primordial (para outras pessoas é motivo de tristeza, estado de depressão) para o meu encontro (comigo mesmo), despejo e estruturo uma idéia para uma historia qualquer. A bílis negra, melancolia e inclua também a nostalgia para complementar o processo. É um retiro. Isolado recolhido.  Nessas horas de inspiração criatividade conecto com a tristeza que habita em mim.

Fato é que a canção “EMOÇÕES” do (cantor) rei Roberto Carlos; no trecho que diz: "Se chorei ou se sorri o importante que emoções eu vivi..." E continuarei a viver. Cada ano que passa em minha vida pode considerar um capitulo de um livro. Um capítulo com algumas trezentos e poucas páginas. Não chega a trezentos e sessenta e cinco de pura emoção, pois os trezentos DIAS do ano a intensidade variam muito. Os fatos egóicos ocorridos são de altos e baixos. Normal. Admito as oscilações de humor. BIPOLARIDADE, talvez. Diagnostico temperamental.

Durante um ano praticamente de solidão aconteceu algumas eventualidades. Tropeços (causaram sucessivas crises de depressão) incluam também decepções e outros ingredientes que ajudam a sua tristeza elevar se.
Dias atrás estava vivendo horas e mais horas sem tristeza. Chegava incomodar a felicidade plena que reinava na minha pessoa. Era questionado se teria ganhado na mega sena, se estava drogado ou amando. A alegria de viver precisa de justificativas como tudo na vida. Sinceridade faz bem e o bem eu quero disseminar. Estou naqueles períodos férteis de entusiasmo. Otimismo e inclua também uma leve e suave inclinação para o romance.

Permiti ansiei um novo amor. Mas não depende somente da minha pessoa para concretizar essa convenção. É uma justificativa para tamanha alegria. Para por aí. Outros momentos de felicidade alegria e euforia não tinham motivos especiais apenas acordei  sorri cantei e dancei.
Acho eu que o iPod (armazenamento de músicas e conteúdos digitais) influenciam nesta abrupta felicidade. Porém o post tem como foco o motivo TRISTEZA. E falar da minha tristeza agrega outros assuntos. Agora mesmo ao digitar venho à lembrança da tristeza que me consome ( fazem alguns anos) da ausência de minha querida e amada mãe MAIZA RODRIGUES DE OLIVEIRA. E outros desencarnados. Parece que uma recordação atrai outra recordação e assim vai desencadeando um processo angustiante  dor invisíveis que podem causar um mal terrível. Daí a tristeza instaura-se em você. E a única maneira de livrar se da tristeza é dar uma gargalhada, cantar e entregar na mão de Deus. Sou a pessoa que não entrego na mão de Deus, nesta situação. Fica nas minhas próprias mãos. Confesso entrego-me a tristeza. Choro se possível (e se as lágrimas estiverem à tona), tomo um porre (alcoólico) de deixar com ressaca brutal. Meu pensamento vagueia minha expressão física facial e nítida de que estou triste.
Existe um sentido para o ser humano. São os sentimentos e a tristeza faz parte dessa convenção. Tenho que permitir a tristeza entrar no imbróglio da vida. Contudo ater-se na tristeza é o que não posso aceitar. De vez quando ficarei triste. Derramarei lágrimas, silenciarei o canto e paralisarei meu corpo (para dançar). Logo depois dessa nuvem cinza pesada passar a tristeza tem fim.

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