segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dia.

Na solidão. Longe de casa ; dos amigos e tudo mais que lhe fortalece. 
Inspirado fiz um poema de crise-existencial ou pode ser um lamento; desabafo; desaforo e amor.Paris fascina, pertuba. Me leva onde não costumo ir. Em mim mesmo.

.DIA.
Quem sabe um dia?
Se esse dia chegar
quero estar lá ser seu
somente seu
nu sem esperar
sua saliva me molhar
Ah! De quem ousar
em falar desse dia
Orquídeas; amarela,branca, lilás
Esqueci seu nome
lembrei de ti
joguei no bicho
sonhei com macaco
nu sem esperar
Se esse dia chegar
somente seu
quero estar lá ser meu
Ouvir os sussurros e gemidos seu
Ah! Hum! Soul!
sabe que esse dia
longe não esta
Mas você quem é?
o dia vai chegar
e você vai aparecer?
Ganhei a milhar com veado
esse dia de sorte
dia feliz; sem mim
chorei por você, briguei por mim
odiei você, fui infeliz querer
esse dia para nós
que dia é que foi mesmo?
nem me lembro mais
mas um dia desses
surpreendi você falando
em ser feliz sem mim
azar o seu esse dia chegou
eu vou partir sem ti
persisti meu destino
destino qual decidi
num dia qualquer sendo assim 
continuo nu indo
por aí diariamente
infeliz e feliz
adivinhando o dia que você
irá beijar -me loucamente
pedindo para um dia voltar para ti 
nesse dia sim o mundo será um dia
somente dia, dia a dia.



Paris, 20.01.06

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