Os ruídos do asfalto. O som das converas alheias; paralelas e minha solidão. Avista é admirável; porém nada me comove. Deixando as horas passarem. Esperando a sessão do filme "Single Man" de Tom Ford. Que só começa daqui duas horas e trinta minutos. O vácuo; vazio profundo.[suspiro aliviado]
Olho ao meu redor e não vejo nada. - Não quero ver. Ouvir ou até mesmo sentir. Mais uma vez me encontro estagnado. A vontade de dormir. Um corpo frágil, a alma vulnerável. A persistente depressão volta novamente sem qualquer motivo. Ou motivo, nem tanto plausível.
| Quarto de hotel em Istanbul |
Arrisco me a sorrir. - Uma grande mentira. Meu desejo é outro. Nada; tenho. Preciso reagir. Vou ao cinema para curar uma parte desta interminável carência.
Vento venha e leva esse mal. Nuvens, que neste momento não há nenhuma no céu; carregue a dor para bem longe. Arranque de mim toda angústia.
Fazei-me um homem pleno; positivo de pensamento; feliz; hábil nas atitudes e esperançoso da vida.
Acredito enfim na luz do fim do túnel. Os ruídos do asfalto cessam para dar lugar a sinfônia dos pássaros. O blá, blá, blá; silência com intuito de ouvir-se a si próprio.
>>Depois que assiti o filme sai aos prantos. Era tudo o que estava vivendo naquele momento. Só.
**Desabafo escrito na calçada próximo ao cinema na rua Voluntários da Pátria. No dia 05/05/2010
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