quarta-feira, 15 de setembro de 2010

De novo; não tem nada. É tudo clichê.

Revisando o blog como é de praxe; constatei o quanto repito; reavivo os mesmo temas. A vida é "tudo novo de novo". É como recolocar aquele jeans ou uma peça íntima. 
Achava que a cada dia ao acordar era um novo dia. Tudo era novo. Zero.
Iniciar  a vida com um passo de cada vez. Ledo engano. Pouca coisa muda na verdade. Temos hábitos; dos quais estam impreguinados na alma (de certa forma) e no corpo. Tornamos de uma certa maneira rôbos. Programados ao ciclo. Uma rotina inevitável. Por mais que tentamos sair do tal ciclo. Recriamos um novo (de novo). Ir ao; sair ao; encontrar quem; comprar; dormir; acordar; e por aí vai.
 Assumo a rotina; porém detesto.
Adulo o *clichê (comum) sem medo,
México.
inevitável não aderir. O clichê
é como ter ciência de viver.
O amor é clichê. Os sábios [quero dizer os prepotentes; rejeitam o clichê.] Essa atitude os tornam um clichê cult.
Daí voltamos ao início "de novo". Talvez sofro pela rotina tatuada definitivamente no meu ser. Pode ser a prisão perpétua do clichê. A busca pelo novo, sabendo que não há nada de novo.
A dose exagerada do drama. A fuga de si mesmo. E o desejo desenfreado pelo novo. Algo impactante. Sendo pego pela armadilha de novo que não há nada de novo.
27 de agosto de 2010.
No vôo Rio - Salvador.

*clichê
(francês cliché)
s. m.
1. Fotogr. Chapa fotográfica de negativo.
2. Folha estereotipada.
3. Matriz reprodutora de estampas.
4. Fig. Molde ou vulgaridade que a cada passo se repete com as mesmas palavras. = chavão, *lugar-comum
Sinónimo Geral: cliché

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