Refeito e aliviado, conduzo-me ao foyer e prontamente dirijo meu olhar a pilastra.
Emocionado, óbvio. Mantenho uma distância para admirar o local onde encontrei pela primeira vez o amor da minha vida. Evidente que as batidas do coração tornaram-se aceleradas. Levemente esboço um choro e digo: - Que saudade deste lugar!
KANDINSKY – SALA IMERSIVA (que é dado)
UAU! DEMAIS!...
Ao colocar o aparelho visual e os
fones. Somos conduzidos para uma viagem insólita porém vibrante. Decido
continuar naquela viagem. Retornar neste local de arte e tão intimo a minha
pessoa. Recordo da minha falecida mãe (MAIZA). Ela foi responsável de
apresentar me este lugar maravilhoso... Fazia tempos que não vinha aqui
RESPIRAR CULTURA. É tão importante este reencontro. Ciente prossigo no ponto da
arte, inspirado em KANDISKY.
... Arrebatado pelas cores, os traços e
a incerteza que o certo é o devido destino das coisas. A arte abstrata nos
impulsiona a reflexão do vazio para algo nebuloso. É uma espécie sem definições
plausíveis mas bem coerente. Sinto próximo desta incerteza. A soma de uns dez
dias, a idéia de uma internação, um tratamento para dependência química e a
obsessão de sucumbir de vez. Resultou no processo de redescoberta pessoal. Fui
buscar a dita “ajuda”. Sim, claro. Ia mal para pior. A instabilidade emocional
agravando-se ao ponto de isolamento.
VIM VER ONDE OS SANTOS MORAM.
Amigos de um tempo atrás se afastaram.
Eu provoquei tal afastamento. Insatisfeito descrente de tanta coisa fiz da
minha trajetória ao contrario. Pulei no abismo sem rede de proteção... Sem
cogitar o valor moral da perdição emocional. Cai. Permaneci sonâmbulo. Insisti
na queda. Menti. Chorei gritei sem motivos. Talvez os motivos não estivessem à
mostra. Para mim ainda continua evidentes.
A RESSUREIÇÃO É FÉ A RETOMADA É LUTA
VRS AÇÃO.
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