sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O vento a chuva a aventura e a paixão segundo Sublime

O vento soprou na ponta da orelha. Um presságio. O olhar reteve-se na direção de um homem misterioso a primeira vista. Ambos estáticos; na esquina. Um balbucia – Quero-o. O outro pensa - A vítima.
Minutos depois os dois numa atração enigmática frente a frente. O enlace é firmado com a oferta do homem misterioso e a aceitação da proposta pelo outro. Sem entender muito bem o que era aquela situação; ambos pactuam do mesmo desejo. Frenético e atordoante. O clima condiciona ao longo da madrugada. Um conhecimento que um casal normal levaria anos e anos; para concretizar. Bastaram seis horas intensas. O homem misterioso agora não mais envolvido pelo manto de um segredo revela-se como O Profeta. Risos e a simpatia esta instaurada. Sublime define-se aquele que deseja O Profeta.
A razão é fato ignorado pelos seres atingidos pela química da paixão. O deus Eros intensifica a relação deles que é concretizada a cada tragada do cigarro que fumam compulsivamente. Tesão! Calo-frio e o suor sem odor que parte das mãos deles.
Nada impediria a realização daquele encontro inusitado. Dado o primeiro quando O Profeta na sua motocicleta convida Sublime para subir na garupa. A intenção é sair da esquina fugir daquele lugar comum. Sublime expressa frases de teor erótico que voam pelo vento. O vento bate nos olhos enquanto a motocicleta segue em alta velocidade pelo asfalto de teorizado entre a faixa amarela de sinalização. Estrelado, o céu, as nuvens passam vagarosamente no tempo propício de Sublime.
Primeira parada. O posto de gasolina, reabastecer o tanque de combustível da motocicleta e beber algumas cervejas. Aproveita da situação descontraída, Sublime sugere a O Profeta ir para casa dele. Sem pestanejar O Profeta aceita com sorriso malicioso.
Fornicam. Sela atração fadada horas antes. Daí em diante a situação eleva-se ao nível de compromisso. De um dia para outro, Sublime sublinhou a passagem da noite estrelada a corrente da brisa suave rumo a madrugada igualmente a manhã tempestuosa.
A chuva torrencial surpreende-os no caminho da casa do O Profeta. Agora não há mais o que ocultar; omitir. O Profeta diz – Hoje é meu aniversário quero você comigo... [ nada mais Sublime ouve, somente o início.] Surpreso Sublime sorri. Reflete – Conquistei-o. A chuva não mais os desagrada, a lama atirada pela tração dos pneus dos veículos é comum para eles.
Sublime no ensejo agarra firme na cintura do O Profeta. É seguro. Não correrá riscos maiores apoiado somente no ferro da lateral da motocicleta. Aconchega-se. Intui amenizar o frio que a chuva, passa com enormes pingos d água que caem no capacete. Sublime clama por um abrigo provisório. O Profeta segue com toda sua fúria. Tem urgência em chegar à casa da A Mártir (a mãe) e apresentar Sublime. - Um rapaz muito legal - por O Profeta. Sublime eterniza sua primeira aventura amorosa radical. E no ímpeto - Sou seu presente. Finda Sublime. O Profeta sorri com a malícia de seus quarenta e oitos feito.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A CHANCE DE SER FELIZ OUTRA VEZ OU A ESPERA DE ALGUÉM


Ele não escuta o telefone celular tocar. Está concentrado no noticiário. A notícia é importante. Minutos depois verifica o aparelho celular a ligação perdida. Hábito que mantém para ter certeza das horas. Volta-se para o aparelho de televisão atencioso a imagem que ali passa.  Normalmente os noticiários resumem-se somente em duas edições matinal e noturno. A tragédia envolvia um número considerável de pessoas. Aturdido com a notícia cogita se a ligação (perdida) que não ouviu poderia estar conectada a tragédia.
Sentado com olhar distraído. O pensamento vagueia em algum momento da vida que esta fixa no subconsciente. Um sinal de nascença; daqueles que você por um lapso esqueceu-se de ter aquela marca no seu corpo, pois é orgânico ( faz parte) . A espera sentado no café-bar que possui características do tempo que já passou igualmente à lembrança que agora lateja.
A busca é lenta; pisca os olhos sente levemente os cílios tocarem da forma mais delicada possível. Abre os olhos e não vê o que esta a sua frente. Enxerga a lembrança; não visualiza o aqui e agora no tempo real das coisas que acontece. A imagem sobre exposta. Vê aproximar ao longe quem chega. O garçom prestativo pergunta o que ele deseja beber. Seco dispensa o serviço. Ainda sorri o jovem garçom quer manter seus serviços à disposição. Prontamente a atender o desejo do cliente afasta-se da mesa. O garçom volta-se constantemente o olhar.
Conduz o olhar ao pulso que tem o antigo relógio dado por alguém especial. O ponteiro de segundos gira conforme sua ansiedade. E o outro ponteiro evidencia a espera. Uma hora é tempo suficiente para recordar e decidir não mais esperar. Ergue-se convicto do que é certo. Porém mais uma vez seus olhos piscam e faz com que a decisão seja adiada por instantes. A fim de dar uma chance a si próprio concedendo ao outro a oportunidade de ressalvas.

* Talvez aconteça no próximo post.