sexta-feira, 22 de abril de 2011

Culpa? Surto? E daí ?!

A verdade é que eu não queria morrer e nem sentir aquela dor que tanto me oprimia.

Fazem alguns dias que surtei. Espera aí! Também não é tão grave assim. Nenhuma novidade.
Deixei -me levar pelos excessos da angústia e a falta de vários elementos. Sem ar; anseio uma morte prematura. O breve desejo de eliminar a vida tão cruel e sem uma concreta justificativa para permanecer neste ciclo material descartável.
A frustação de não ter alcançado o sucesso. Aquele sucesso que lhe cobram e que você também acaba exigindo de si. O grito ficou engasgado. As respostas que não vinham com a urgência que eu desejava. A falta de quê? Culpa? Do que exatamente?

Uma pressão incutida em lugar indecifrável. E a esperança... [por coincidência o nome da minha falecida avó paterna é ESPERANÇA.] De reencontrar minha falecida mãe.
Se prego o discurso de não assumir a culpa cristã apostólica romana. Execrando a busca de DEUS. Recusando a busca do (famoso) profeta JESUS CRISTO. A falta de fé. Desacreditado nos causa este estado?

De fato inebriado pela dor exigindo uma redenção póstuma. Histérico. Aos prantos e afogado no próprio veneno. A espera do fim... O meu fim.
No último banco da parte traseira do ônibus [ linha redentor 755 Gavea-Cascadura] . Chorei como uma criança que se perde dos pais. Aí pode estar minha dor existencial. Meus pais; ausentes.
Usando o celular ligando para algumas pessoas afim de revelar a minha imatura despedida do plano terrestre. A verdade é que eu não queria morrer e nem sentir aquela dor que tanto me oprimia.
Salvo por MARIA MADALENA [algo ligado a personagem biblica? Não.... Talvez. MADA; minha amiga-irmã e mãe (espiritual).
Pergunto me se não foi o dia anterior. Ou melhor a noite anterior onde estive cercado de pessoas felizes por estar com seus familiares. Inveja? Não diria propriamente isto. Mas a pergunta que não quer calar. Quem sou eu e da onde vim e para onde vou?
Hoje ao relatar esse dia. Avalio com certo equilibrio e aliviado. Porém permaneço no vacúo. Buscando um sentido para viver. O real sentido. Será que existe? Será que tudo isso em vão? "Será que vamos conseguir vencer?" Será que vão nos permitir crescer? Será?

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