segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mais uma paixão ...

-Vejo. Estou apaixonado; muito simples ou melhor complicado?
Quando essa paixão não é correspondida aê meu irmão com a expressão mais vulgar que cabe neste texto : -Fudeu! [ não fode, essa é a verdade]
Okey. Não é a primeira e nem será a última das paixões platônicas que permeia a minha vida.
Mas como sempre a gente prefere iludir nossos sentimentos e achar que desta vez vai ser diferente. Daí esquecemos todas aquelas outras paixões que já vivemos e passamos agir como um adolescente inexperiente.
Achando que a persona escolhida irá corresponder. Pode até acontecer mas quando se trata de uma paixão assim. Melhor anular as possibilidades favoráveis. Para não sofrer mais. Tô sendo realista.Sem expectativas, certo?

Ver a pessoa, nos deixa feliz. Falar com a pessoa é quase um orgasmo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Lá vem ele.

É hora.
São doze horas.
Não é agora.
Ele vem...
somente as uma hora e alguns minutos.


Lá vem ele.
desce a rampa
de pedras portuguesas
seu cabelo é negro
a pele morena
seus olhos resplandece um brilho
que ofusca o meu sorriso.


poema minimalista
dedico ao cliente GUSTAVO.

Ps.: Meu ex-serviço Biruta café e tabacaria.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os ruídos.

Os ruídos do asfalto. O som das converas alheias; paralelas e minha solidão. Avista é admirável; porém nada me comove. Deixando as horas passarem. Esperando a sessão do filme "Single Man" de Tom Ford. Que só começa daqui duas horas e trinta minutos. O vácuo; vazio profundo.[suspiro aliviado]
Olho ao meu redor e não vejo nada. - Não quero ver. Ouvir ou até mesmo sentir. Mais uma vez me encontro estagnado. A vontade de dormir. Um corpo frágil, a alma vulnerável. A persistente depressão volta novamente sem qualquer motivo. Ou motivo, nem tanto plausível.
Quarto de hotel em Istanbul
Arrisco me a sorrir. - Uma grande mentira. Meu desejo é outro. Nada; tenho. Preciso reagir. Vou  ao cinema para curar uma parte desta interminável carência.
Vento venha e leva esse mal. Nuvens, que neste momento não há nenhuma no céu; carregue a dor para bem longe. Arranque de mim toda angústia.
Fazei-me um homem pleno; positivo de pensamento; feliz; hábil nas atitudes e esperançoso da vida.
Acredito enfim na luz do fim do túnel. Os ruídos do asfalto cessam para dar lugar a sinfônia dos pássaros. O blá, blá, blá; silência com intuito de ouvir-se a si próprio.

>>Depois que assiti o filme sai aos prantos. Era tudo o que estava vivendo naquele momento. Só.
**Desabafo escrito na calçada próximo ao cinema na rua Voluntários da Pátria. No dia 05/05/2010