Divido aqui meu espaço de desabafo ou outra coisa qualquer com minha amiga e confidente [fiel] um amplo discurso da vida. Acho que dividir é algo medíocre... estarei somando nossas experiências desta pequena (e longa ) vida que estamos a viver.
Como a palavra a amiga.
AMIGA-Estamos a beira do precipício... Quantas vezes eu ameacei me jogar e você me segurou. Outras eu te dei a mão para você não cair mas é inevitável que um dia nós façamos o voo definitivo para algum lugar além das fronteiras daqui onde somos marginalizados.
EU- Paira uma duvida frequente nessa posição "de ser ou não ser." Drama; com certeza. Temos todas as ferramentas para sermos felizes... Porém nós mesmo derrubamos nos todas as nossas espectativas antes mesmo de concretiza-las. A derrota nos conforta. É comodo adotarmos a fragilidade e pensar na culpa [ o pecado; cristão apostólico romano]. Afinal fomos educado para tal situação. Marginal não seria bem nossa posição. Somos o que somos e fazemos isso.
AMIGA- Talvez pouco importe ter as ferramentas para ser feliz porque o que queremos mesmo e sofrer. precisamos de algo que justifique nossos porres, um câncer, a inabilidade de lidar com o outro, a impaciência com a vida. De repente a tristeza virou desculpa para tudo. Para que ser feliz se você pode encontrar no sofrimento uma razão para tudo aquilo que você e de mais podre? Se existe a culpa o sofrimento é o perdão.
EU - Entendo. Fico emocionado com esse discurso. Quando sofro tenho a sensação que posso criar mais. Do lado artístico. Já ouvi que é na dor que o ser HUMANO evolui. Alimento me deste sofrimento. Mas passa do limite; acabo levando ou melhor carrego para vida pessoal [no âmago]. Precismos condiconar esse "sofrimento". Somos seres superiores;iluminados.
Os erros podem até justificar os atos ( os nossos atos podres) porém com tudo temos que ter o dito racional a nosso favor. Por sermos tão emotivos nos deixamos dependente do ( mais uma vez) sofrimento. Muda de assunto, amiga. Vamos de outras possibilidades. Paremos de sofrer por um instante sequer.
AMIGA-Agora o que eu quero mesmo e o que eu tinha ha alguns minutos atrás... Quero o que não volta e também o que nunca existiu. Desejos... Sou movida por eles. Vou até o inferno para satisfazer minhas vontades. O gozo e a única coisa que faz sentido para mim mas ele é breve e fico a sua caça por toda minha vida. Não existe razão quando estamos insanamente em busca do prazer. "Um desespero agradavel".
EU- Bem... adorei dialogar como você espero que você leia isto mais tarde e reflita. Gostaria também que outras pessoas refleti -se no que estamos escrevendo. Enfim; vale a pena viver (vale vida) para termos esta conversa franca, sem meandros; esse papo filosófico [baseando em teorias abstratas e reais ao mesmo tempo]. Tenho vontade de gritar... Mas os barulhos são tantos que acaba sendo em vão. É como um peça de teatro "MUITO BARULHO POR NADA".
até.
Agradecimentos(MEU): Maiza Rodrigues de Oliveira; Ana Garcia; Ivna Feitosa; Mayra Amitrano; Leticia Amitrano; Maria Madalena; Maria Elisa; Betta Barros; Michel Andre Perrin; Paula Mello; Priscila Magalhães; Flavio Dantas; Leandro Caris; Mônica (minha professora de reforço escolar); Tia Emilia (professora primária); Tia Iracema; Tia Georgina; Tia Zilma; Cristiano; Fabinho; Anselmo; Júlio Brecho; Marcella Maria; e outras tantas

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