segunda-feira, 22 de junho de 2009

O que importa?


Voltei. Depois de tanto tempo sem postar um texto, já é hora de retomar a atividade no blog.
Tanta coisa para escrever que as vezes dá um nó nas ideias.
Achei uma agenda diário (coisa de adolescente). Então como recordar é viver, postarei um texto das antigas, como se faz a gíria. Mil novecentos e noventa e nove apresentava sinais de depressão. Chego a conclusão que depressão é uma doença séria e que a cura não é tão fácil quanto parece. Analista, psicólogo, terapia chinesa, terapia de grupo e todas as outras que existem. Acontece da depressão ficar estável. Não piora o quadro clínico mas também não existe a cura absoluta. Por favor não venha com sermão religioso, a falta de fé ou coisa parecida. Assumo ser deprimido e luto todos os dia tentando dar um sentido na minha vida. Uma justificativa pela existência de agora. O que importa? Amigos, o amor da sua vida e tudo mais que você acredita. Sem drama, porém a depressão é um drama. A tragédia ali num ótica sem cor, apático.

Salve-me dessa angústia e dor que aprisionei -me sem chances de liberdade. Tudo isto por vontade própria. Já não sei mais viver sem a minha solidão.


Numa sessão de análise revelei que vivo no mar (oceano) profundo [abissal]. Onde não existe nenhum ser vivo a não ser eu e uma pedra. Provavelmente esta pedra possa estar presa ao meu corpo. Ou eu sou está pedra.
Como se estivesse no corre-corre do dia a dia, no meio do povão [atravessando a faixa de pedestre da Avenida Presidente Vargas nas imediações da rua Uruguaiana] , eu no meio da faixa de pedestre, sem sentir qualquer um deles, por mais que estejam ao meu lado. Me sinto só. Frio, a palma da mão gelada, vozes e mais um zumbindo incessante.
...Diagnóstico claro e sensato. Síndrome do pânico.

Hoje estou bem melhor mais sei que a qualquer momento poderei ter uma recaída. Quando isso acontecer não tem valium que de jeito. Mas escrever ameniza.

Ps.: Próximo post (sem promessas) serei mais otimista. Relatarei a depressão eufórica.(risos)

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