terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meu amigo; meu caminho; minha vida e agora?

Cristiano Amorim
No domingo passado (11/01/09) fui e não fui convidado para o almoço na casa de uma amiga de infância. Penetra social aceito. Agora mesmo escrevendo este post comecei a ter uns flashback daqueles tempos de criança. Ingênuo e cheio de leveza. Nem tanto. É melhor não exagerar. Sem frases de efeitos dramáticos. O tempo passou; ainda bem e nós tivemos rumos diferentes em nossas vidas. Porém o afeto foi mantido. Isso realmente me emociona muito. Minha família não foi nenhuma família padrão e nem fora dos padrões. Somente éramos pessoas que conviviamos juntos. Sem muitas afinidades. Relações nem tanto amigáveis com passar do tempo; adolescente eu já despontava. Minha rebeldia; personalidade forte ou temperamental demais para idade. Foi amenizando pelas amizades que fui conquistando e conquistado também. A família adotiva cumpriu seu papel da forma mais honesta possível. Eram justos. Ensinaram me a ser um homem de bem. Por um lado faltaram os abraços trocas de carinhos isso não tinha quase nunca. Raro esses momentos de afeição. Mesmo sabendo da condição de adotado, não significava uma drama. Tinha a presença da minha mãe, inconstante.
Os amiguinhos sim estavam presente naquilo que eu esperava dos adultos da minha casa. Cúmplices.
O cara da foto aí de cima foi tão presente como outros amiguinhos. Tínhamos uma convivência diária. Estudavamos na mesma escola primária; Fomos alunos exemplar. A explicadora ou reforço escolar. Ao meu entender era uma atividade para que não criasse o vício de meninos ociosos que passavam
quase o dia todo na rua e mais tarde desenvolveria um hábito de costumes indesejáveis. O zelo e a preocupação de quem realmente quer o bem do outro. Isso a família adotiva prezava muito. Pensavam que no futuro eu seria um desses "pai de família". Admitido num trabalho burocrático e tudo que um "pai de família" exemplar deve representar para uma sociedade. Erraram ou eu por rebeldia pura fui por outros caminhos. Nada convencionais.

Tinha necessidade de ser diferente. Sofria com aqueles padrões sem ousadia. Conformismo. Passei dias, noites e anos no meu quarto chorando pelo tédio e falta de compreensão por querer ir além do meu quintal. Da esquina; do bairro e da cidade. Influenciado pelos meus sonhos. Queria alçar vôo longo e pousar de vez enquanto. Raízes bastam as árvores. "Pé no chão"? -Não. Optei pela felicidade. Pensava. Penso nisso como prioridade. Minha mãe biológica sempre me dizia isso. "-SEJA FELIZ"... "OU PELO MENOS TENTE". Para fazer outro ser humano feliz eu tenho que estar pelo menos de bem comigo. Egoísta? É. Prefiro ter este rotúlo do que bancar uma coisa irreal. Aparências falsas imposta por uma sociedade fálida de conceitos.

A maioria (dos amigos de infância) casaram boa parte já constituiu a família. Outros foram bem sucedidos neste plano e outros nem tanto. Eu já pensei em ser pai. Sei que não tenho estrutura emocional para tal situação. Meu caminho ainda não é esse. E agora? Quero mais uma vez ser feliz. Seja qual for o caminho. Seguirei.

3 comentários:

  1. cacete!

    como entendo o seu texto.

    e o pior é que eu me vejo em um caminho cada vez mais distântes da ventura que meu coração clama.

    mas, se eu que sou um cara intenso-impulsivo (mistura explosiva), ainda não agi nesse sentido, sinal que falta amadurecer alguma coisa ainda em mim.

    excelente reflexão para esta manhã. não poderia ter caído melhor.

    grande abraço!

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  2. Celsinho, que saudade!
    Como diria Caetano: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...!"

    Beijos

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  3. Mecheu comigo...
    Vivi muitas coisas parecidas.
    Estar fora do linha que divide sua rua com a próxima, nos leva pra infinito.

    :) saber ser é muito melhor do que apenas ser.

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