Entre os passantes denorteados, Patrick tem um rumo. Infeliz. Cinza mais uma vez.
Parado; na calçada espera o semáforo, indicar verde. Por um instante Patrick tem seus sentidos paralisados e num piscar de olhos percebe que sua visão está alterada e passa ver a cor cinza em tudo que possa enxergar. Pânico. Pisca novamente com idéia de ter sido um cisco que caiu nos seus olhos que possa ter embaraçado sua vista. Lamentou. Era real, Patrick enxergava cinza. Pensou em voltar para casa, ir ao posto de saúde ou procurar algum amigo que pudesse lhe acudir.
Já questionava se a cor da sua t-shirt era realmente cinza e seu o dia estava cinza. Isso lhe incomodaria cada vez mais com o passar dos minutos que esperava o semáforo. Seu chefe não teria compaixão de um cristão para com o outro, só porque ele enxerga cinza agora. Refletiu num tom debochado, seria o ensaio sobre a cegueira na cor cinza.
Atravessou de uma calçada para outra no fluxo (como os outros pedestres) e sentiu um alivío de poder ainda estar enxergando, mesmo que seja cinza.
Ps.: continua
Celso?
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