Iracema; Ira ou Cema; tiadonadiIracema. Tia Iracema.
Anos a fio da agulha e ao motor da máquina de costura. Honesta e sensível dedicou a vida cuidando dos outros. Criou um filho que não gerou mas gerou um lado mais bonito de um ser ... O amor. Apostou e acreditou na sorte de enriquecer. Dizia quem ajudaria e pouco se salvava mas de todo bom coração, IRACEMA é dá AMERICA.
São nestes momentos em que me vejo de sentimentos passivos e dolorosos que ponho a escrever. Antes de mais nada é um ato de desabafo; lágrimas que serão compreendidas somente pelas palavras.
Evidências da fraqueza humana que cruelmente acovarda-se por de trás de um papel em branco dotado da mesma angústia de ser nulo.
A graditão é acompanhada da ingraditão, o abandono é paralelo. Ser ou não ser é fátidico, semelhante e plausivo nesse dilema vivido na ocasião da dor e perda do anti-querido.
Morrer é simples; natural de fato óbvio para todos os seres vivos. Aceitar a morte , é que não é fácil de refletir. Mesmo consciente do que o processo natural seja assim para todos, não é admissível que nunca mais você poderá ter momentos ao lado de quem ama.
Confuso, pertubador e invisível. Sentir que esta abandonado e vivo para continuar o caminho. Caminho que o fim já é certo. A morte. Nascer para morrer.- Estúpida essa lógica. Construir percorrer e permanecendo estagnado ao enlace da morte.
***Desabafo escrito em seis de agosto de dois e mil e cinco.
Logo após o falecimento da minha tia e mãe de consideração (adotiva também) IRACEMA.
