quarta-feira, 29 de agosto de 2012

TIADONADEIRACEMA ou Simplesmente IRACEMA.

Iracema; Ira ou Cema; tiadonadiIracema. Tia Iracema.
Anos a fio da agulha e ao motor da máquina de costura. Honesta e sensível dedicou a vida cuidando dos outros. Criou um filho que não gerou  mas gerou um lado mais bonito de um ser ... O amor. Apostou  e acreditou na sorte de enriquecer. Dizia quem ajudaria e pouco se salvava mas de todo bom coração, IRACEMA é dá AMERICA.
São nestes momentos em que me vejo de sentimentos passivos e dolorosos que ponho a escrever. Antes de mais nada é um ato de desabafo; lágrimas que serão compreendidas somente pelas palavras.
Evidências da fraqueza humana que cruelmente acovarda-se por de trás de um papel em branco dotado da mesma angústia de ser nulo.
A graditão é acompanhada da ingraditão, o abandono é paralelo. Ser ou não ser é fátidico, semelhante e plausivo nesse dilema vivido na ocasião da dor e perda do anti-querido.
Morrer é simples; natural de fato óbvio para todos os seres vivos. Aceitar a morte , é que não é fácil de refletir. Mesmo consciente do que o processo natural seja assim para todos, não é admissível que nunca mais você poderá ter momentos ao lado de quem ama.
Confuso, pertubador e invisível. Sentir que esta abandonado e vivo para continuar o caminho. Caminho que o fim já é certo. A morte. Nascer para morrer.- Estúpida essa lógica. Construir percorrer e permanecendo estagnado ao enlace da morte.


***Desabafo escrito em seis de agosto de dois e mil e cinco.
Logo após o falecimento da minha tia e mãe de consideração (adotiva também) IRACEMA.

Minha vida é um seriado. Será?

Semi - deitado, encostado sobre os três travesseiros que aindam posso encontrar conforto sem ter que ouvir um blá-blá-blá ou ser cobrado por algo. Na posição de quem lê um livro ou de quem esta assistindo tevê. Pois seja a confissão escrita; estava assistindo tevê quando uma das cenas da miniserie que venho acompanhando com apreço despertou em mim a minha atual situação. De longe sou a heroína  (da série) ou construo bases de um herói invencível. Porém os fatos que ocorrem na trama incita uma identificação.

O jeito mesmo é viver sem amarras.

Mildred Pierce com Kate Winslet  é um melodrama (novela) com boa doses de realismo e a superação constante. A interpretação da atriz (Kate Winslet) é excelente nos faz crer naquele dramalhão piedoso. Estar vulnerável ao ponto de assumir e deixar escorrer sinceras lágrimas. E despertar pensamentos até então dopados da crueldade que nos cerca e enrijecem cada porrada que levamos nesta batalha diária que é SOBREVIVER.

Recomeço  "aos trancos e barrancos" minha vida mais uma vez. Tentando mais uma vez eliminar os fantasmas. Dando um passo para um outro lugar ( outra cidade ). Permitindo-se amar novamante. Começar por mim. Não criando mais paixões irreais; impedindo qualquer carinho superfícial. Por estar carente. Abandonando o fetiche ou velho discurso ; - É meu número!
Ainda sim acreditando no amor. O não menos importante ...  Sexo. Exigo qualidade. Parar de fazer o tipo ingênuo e mocinho romântico. Típico a personagem das novelas do hórario das dezoito horas. Basta o drama. Partir do princípio de amadurecer a postura no relacionamento. Encarar uma vida a dois não é tão fácil quanto se pensa e recomeçar pede todo cuidado, evitando os mesmos tropeços cometidos antes. Uma garantia nula. O jeito mesmo é viver sem amarras.
Diminuir os impulsos. Não significa parar, ter um certo controle, digamos assim. Quero ser bem simples. Não sei o quê há de errado em tentar ser eu mesmo.